quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Ciganas e predições em BH


 

            Um amigo jornalista e escritor, Caio Marcio Olímpio, escreveu uma crônica muito interessante intitulada “Exu e o Fumante Desconfiado”. Conta o autor, de forma muito descontraida, que ao entrar numa loja de incensos, no centro de Belo Horizonte, a atendendente ruiva, de olhos verdes misteriosos, logo lhe alertou que estava fumando muito e poderia tirar-lhe o vício por meio de um “trabalho” de limpeza e poria cartas de baralho.

            Esse caso verídico, ocorrido recentemente, me fez lembrar outro acontecido há mais de 45 anos, ali mesmo em BH, na Av. Afonso Pena, bem próximo ao local relatado pelo amigo. Mas, vejamos essa nova história que, aliás, comentei com o autor pelas redes sociais. Adoro causos assim. Mas, por outro lado nem fiquei sabendo se o amigo decidiu mesmo deixar o fumo. Pessoalmente deixei-o há 32 anos e não foi fácil, com várias recaídas. Mas, com uma diferença, não precisei de nenhuma cigana ou bruxa para me alertar ou amedrontar. O próprio cirurgião que iria abrir o tórax se encarregou disso ao descrever, a meu pedido, como seria a tal lobectomia com retirada de uma sequela decorrente de outra cirurgia ocorrida aos dois anos de idade. Apavorado e com expressão de incredulidade e espanto a cada etapa descrita, o médico parecia se deleitar com o pânico do paciente. A cirurgia, dizia ele, se iniciava com um imenso corte entre as costelas desde a cartilagem do externo até a coluna vertebral contornando o tórax, o separador mecânco afastava as costelas deixando uma cavidade igual à boca de um tubarão e depois a conectava-se a respiração mecânica extracorpórea... O quê?... O que é isso Doutor..., é assim? Diante do pavor do paciente já de olhos arregalados e cabelo arrepiado, o doutor ofereceu a segunda opção, deixar de fumar o maço e meio de cigarros por dia. Empurrado pelo medo da pavorosa cirurgia o menino engenheiro abandonou o maldito vicio que envenenava os pulmões. Deu certo. Nunca mais teve pneumonias e dores no nervo intercostal pinçado ainda bebê aos dois anos. Desta vez as bruxas videntes de BH nem precisaram predizer o futuro do jovem engenheiro. A medicina foi certeira ao condenar o agente causal, dispensando-se a  intervenção cirurgica corretiva.

Mas, aproveitando a deixa das ciganas de BH..., bem ali na Av.Afonso Pena, na Prefeitura, em frente ao Parque, uma cigana abordou uma linda morena que trabalhava na própria Prefeitura Municipal, e lhe disse: “Você namora e está quase noiva de um médico, mas você vai se casar com um engenheiro”. Ela nem deu importância, pois gostava do médico e pensava que iria se casar com ele. Engenheiro? Ah nem conhecia nenhum jovem nessa profissão. Impossível. Três anos depois ela realmente se casou com um engenheiro. E eu estava lá no casamento, na bela e suntuosa Catedral de Lourdes, um pouco mais acima da Prefeitura, na Rua da Bahia, pois o engenheiro era eu próprio que a esperava no altar... kkkkkk. A troca de visitas a hospitais e clinicas de BH, ao lado do antigo noivo, por vistorias técnicas em obras de engenharia e paisagismos na capital acompanhando o novo namorado embora pareça uma guinada abissal e com chances de insucesso não intimidou a bela morena. Gostava de ver os lindos jardins bem adubados e conservados, o gramado do estádio Mineirão impecavelmente verde, viçoso, irrigado e adubado, pronto para os embates do Penta Campeão, Cruzeiro Esporte Clube, daquele longinquo ano de 1968. Que vivam as ciganas de BH. Essa pelo menos acertou em cheio e olhe que deu tão certo o casamento engenheiro/desenhista de projetos de engenharia e paisagismo que já dura 43 anos.

Ah, esqueci-me de dizer que só tomei conhecimento do episódio da cigana algum tempo depois de casado. Deve ter sido por isso que a moça tratou logo de acompanhar o marido engenheiro para as cidades de Lavras, São Carlos e Brasília. Tive chances reais e até desejava voltar a trabalhar em BH, mas ela não quis... vai que encontrasse a tal cigana e esta lhe cobrasse a predição ou rogasse uma praga... kkkk

 
Brasília, 24 de outubro de 2013

Paulo das Lavras
 
   Prefeitura de BH, ponto da cigana que 
                                                                     predisse o futuro da linda morena                                                 
 
 
Santa Casa de BH, palco das visitas da morena e  seu namorado, médico.
 
 Praças, bosques e jardins de BH, novos passeios da  morena
             com o  engenheiro responsável técnico por suas  manutenções.            
 
                                        Catedral de Lourdes, em BH, onde a morena casou-se
                                                          com o engenheiro. A cigana acertou a predição

                                      
      A cigana só não sabia que ambos adoravam flores e paisagismo. Casaram-se, viajaram para locais com
          os mais  belos jardins e... durante toda a vida plantaram muitas flores e ainda hoje vivem rodeados de
                                                                jardins multicoloridos.
                                         
 
 
 

sábado, 21 de setembro de 2013

Lobos, gansos e crianças. A arte de contar histórias


            Embora hoje seja o Dia da Árvore, 21 de Setembro, que prenuncia no hemisfério sul a chegada da Primavera, a estação das flores, não vamos falar sobre flores. Ou melhor, falaremos de “outras flores” mais belas ainda e que enfeitam nossas vidas, as crianças.  A Semana da Criança está próxima. Dia de presenteá-la.  Que tal um livro, um CD de histórias infantis? Contar, ouvir e ler histórias abre janelas e portas, descortina horizontes para novos mundos. Quem nunca prestou atenção nos olhinhos faiscantes de uma criança ao ouvir uma história contada pelos pais? Elas ficam na expectativa de saber o desfecho do enredo. São tomadas por uma incontida curiosidade para saber se o príncipe vai derrotar o vilão ou se a princesa será encontrada por ele. Elas são especiais e tem uma enorme capacidade de “entrar” na história e imaginar o cenário, decorrendo daí as mais surpreendentes indagações a respeito do desenrolar e desfecho do enredo. E assim são capazes, em suas fantasias, de viajarem e imaginar novos mundos. Por isso as histórias as fascinam tanto. Para as crianças a história tem ainda um valor educacional muito importante, pois além de despertar interesse e imaginação, provocam emoções nas mais diversas situações possíveis, da alegria à tristeza. E assim elas vão descobrindo o mundo real por meio de suas brincadeiras.

             Mas, em contrapartida é necessário que haja sensibilidade dos pais. É preciso ter ouvidos para escutar as freqüentes perguntas durante a história e ao mesmo tempo saber contornar situações e aproveitar a oportunidade para inserir um comentário incentivador à imaginação de modo a ampliar o mundo para elas. Contar histórias para crianças é uma arte. Sempre observo isso em relação aos netos. Ver e ouvir a mãe ou a avó pegar um livro e contar historinhas para eles é um deleite sem limites. Não tem tablet e nem filminho que os façam trocar as historinhas contadas ao vivo. Nem mesmo a euforia pela zoada dos aviões da Esquadrilha da Fumaça, em pleno show no aniversário de Brasília, foi capaz de desviar a atenção da historinha ilustrada que o vovô lia para eles, justamente sobre aqueles aviões e a Força Aérea Brasileira. Outro dia me emocionei quando uma amiga, que trabalha à noite, voltou mais cedo e encontrou a filhinha, de quatro anos, ouvindo, atenta, na cama antes de dormir, o pai a ler e contar-lhe uma historinha. Não se conteve, fotografou a cena e postou, numa rede social, toda contente com a bela surpresa até então desconhecida para ela. Mais contentes ficamos nós por compartilhar um ato tão carinhoso e que certamente torna a criança mais feliz e no futuro um adulto equilibrado, que sabe dar e receber amor na medida exata.

             Pensei que eu fosse de um tempo muito antigo quando, na escola, até encenávamos historinhas. A preferida era aquela dos caçadores com espingardas às costas, na verdade cabos de vassoura. Saíamos com garbo e valentia marchando ao redor da sala de aula, cantando estrofes à procura do lobo mau que assustava Chapeuzinho Vermelho na perigosa e temida floresta do imaginário do garoto de oito anos. Pensei que apenas a minha imaginação ainda se lembrava daqueles doces tempos infantis e que influenciaram até mesmo a vida de adulto que, certa vez, na Alemanha, fez questão de adentrar a Floresta Negra da Baviera só porque “a conhecera” na infância pelos contos dos irmãos Grimm. E aquela floresta, temida na infância, ao contrário do medo à época, lhe pareceu acolhedora e ainda mais bela justamente por evocar a memória de um passado tão feliz. Além disso, ali estava à bordo de uma reluzente e veloz Mercedes deslizando pelo circuito de Hockenheimring, a pista de corridas da Fómula1, onde nosso campeão Airton Sena brilhara tantas vezes. Nunca vi ou achei floresta mais bonita que aquela, pois a carga emocional, da infância às corridas automobilísticas, era mais que real naquele momento. Mas, voltando à questão do “tempo”, esse receio atual de parecer “antigo” é infundado. Vejo que a arte de contar história nunca se acabará.  É como o circo. Alguém é capaz de dizer que ele desaparecerá? Lógico que não, pois enquanto houver crianças existirá o circo. Da mesma forma contar e ouvir histórias, imaginar um mundo encantado, faz parte da vida do homem desde infância até o final de sua vida. Tive um amigo americano com o qual trabalhei, lá nos EUA, um grande cientista pesquisador da Georgia State University - Agricultural Experiment Station e que depois, para minha surpresa, tornou-se um escritor de contos infantis. Faleceu recentemente, vítima de insidioso mal. Após o repentino desenlace sua esposa publicou um de seus contos infantis e me presenteou com um exemplar. Sua bela historinha dos gansos migrantes integra a biblioteca mirim de nossos netinhos. Pedro Henrique, com apenas dois anos naquela ocasião, adorou as ilustrações e ouvir a tradução contada pela vovó. Ao flagrar tão linda cena, de olhinhos arregalados e atentos também eu, a exemplo da colega de trabalho já mencionada, não me contive e fotografei silenciosa e discretamente para não quebrar o encanto daquele doce e terno momento.

             Assim são as crianças e também nós, que temos o privilégio de conviver com elas, sempre seremos... eternas crianças. A vida nos retribui tudo de bom, pois o que tivemos e recebemos reverte mais tarde como bônus. Como não relembrar das gostosas histórias que o pai contava ao menino franzino de três anos, ou pouco menos, que passara nove meses no colo restabelecendo-se de delicada cirurgia torácica? Assombrações, lobisomens, lobos, onças ferozes, coelhos espertos na mata, sapo que entra na viola do urubu e vai de carona à festa no céu e ao ser flagrado na volta ainda engana a raivosa ave que, lograda, o atira na água e não na pedra? Ah... histórias contadas pelos pais nos tornam, sim, mais felizes, mais sensíveis, pelo menos o bastante para entender, valorizar e repetir isso às crianças de hoje. Ah... quisera eu, ser como Monteiro Lobato, o contador de histórias infantis e que desejava fazer um livro onde as crianças pudessem morar. Talvez devêssemos atualizar e dizer “fazer um site” para elas acessarem e... “curtir/comentar/compartilhar”. Seria um sucesso neste mundo digital de hoje, com certeza!

            Que elas, as crianças, sejam felizes não só nesse dia dedicado a elas, mas, sempre! Criança feliz, adulto feliz! Assim, construiremos um mundo melhor.

            Parabéns a elas e aos pais, tios, avós, professores e todos que cuidam para que elas sejam felizes.

 
Brasília, 21 de setembro de 2013

 
Paulo das Lavras 

Pedro Henrique, aos dois anos ouvindo a historinha
"O vovô e o Ganso", do amigo Charles Laughlin
 
 
 
                                   Sarah e Pedro Henrique, atentos à história da Força
                                         Aérea, durante show da Esquadrilha da Fumaça                   
 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Lavras, 14 de Agosto de 1832. Um pouco de história

 
Embora a foto acima, copiada dos arquivos de Luiz Teixeira da Silva, retrate os anos de 1930 ou 1940, mostrando o Teatro Municipal e logo mais abaixo a antiga sede da Prefeitura e da Câmara Municipal da cidade de Lavras-MG, o título desta crônica está certo: 14 de agosto de um mil oitocentos e trinta e dois... . Lá se vão 181 anos de fundação da Câmara Municipal de Lavras. Esta foi a data de sua instalação: 14 de Agosto de 1832.
A Villa de Lavras do Funil pertencia à Comarca do Rio das Mortes, na Província de Minas Gerais., região de exploração do ouro e pedras preciosas naquele início do século XVIII. A primeira reunião da Câmara Municipal foi na casa do cidadão brasileiro Francisco José Teixeira e Souza. Reuniram-se José Antônio Diniz Junqueira (presidente eleito), Reverendo Vigário Francisco de Paula Diniz e os vereadores: Francisco José Teixeira e Souza, o Sargento Mor Thomaz de Aquino Alves de Azevedo, Antônio Caetano de Andrade, e Antônio Simoens de Souza. Manoel Thomaz de Carvalho e Domingos de Abreu Salgado se encontravam ausentes e, por isso, não puderam comparecer.
 Eram, portanto, oito vereadores, incluindo o presidente (in: Vilela, M.S - A Formação Histórica dos Campos de Sant´Ana das Lavras do Funil. Ed. Indi, 2007, 450p. :il. – pág. 57-58) e a partir de então a Villa começou a se movimentar. Levantou-se o Pelourinho – marco simbólico da existência de autoridade constituída e logo em seguida, em 1º de setembro de 1832, procedeu-se a eleição dos juízes. Havia cerca de 1.500 a 2.000 moradores na sede que contava com 245 prédios e nenhuma rua com calçamento. Evidente que a vila progrediu e em 1868 (20 de julho) foi elevada à categoria de “cidade”.
A data de criação do poder legislativo foi perpetuada como nome uma rua da cidade, situando-se transversalmente à Chagas Dória.
Abaixo pode ser vista a cópia da Ata de Instalação da Câmara Municipal da Vila de Lavras do Funil.
A propósito, neste ano de 2013, houve festa na cidade ou sessão comemorativa na Câmara Municipal?
 
Brasília, 14 de agosto de 2012
Paulo das Lavras
 
Acta de instalação da Câmara Municipal da Villa de Lavras do Funil:
 
 

sábado, 10 de agosto de 2013

Coisas de antanho..., menino mamparrento das Lavras. Uma crônica coletiva



            De vez em quando me vêm à mente uma palavra que era usada em casa, nos tempos de antanho, principalmente por minha mãe, lá pelos idos da década de 1950. Sempre que fazíamos corpo mole, queixando alguma dor inventada, para não fazer algo solicitado, ela olhava para a gente e dizia: “deixa de mamparra, menino”.
Hoje fui pesquisar na internet e encontrei uma definição que se encaixa exatamente naquele contexto:

"Mamparra - é substantivo. Termo usual no interior de Minas Gerais. Pode significar: Fingimento, corpo mole, preguiça. Fazer mamparra ou estar com mamparra é fingir-se de doente para fugir de um trabalho ou obrigação que demande esforço físico. (Venicio Gonçalves - Piracicaba – SP):
- Alguém precisa buscar lenha. - Eu não posso. Estou com dor nas costas. - Isso é mamparra sua (ou Você está com mamparra)"

Achei interessante que na definição do termo há uma nota informando que é um termo usado no interior de Minas. De fato, me lembro bem, esse termo só era falado em Lavras. Nunca o ouvi em outro lugar de nosso imenso território nacional. Coisas de Lavras. Alguém sabe a origem dessa palavra, mamparra? Gostaria de saber.


Maju Pinheiro Reis - ihhh.... já fui muito mamparrenta .
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Kilza Arbex - Essa não é do meu tempo ... Rsrs
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Paulo Roberto da Silva - sim, Kilza Arbex.... na década de 1950 eu já era menino "véio" de 10 anos e você nem tinha nascido....rsrs
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Paulo Roberto da Silva - Maju, qual seria a origem dessa palavra?
Quinta às 21:17 · Curtir

Kilza Arbex - É de origem africana (Moçambique), pejorativa. Provavelmemte mais usada em MG, devido à quantidade de escravos que trabalhavam nas lavouras de café da região.  Kilza Arbex tbem é cultura!
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Paulo Roberto da Silva - Ah, aí está, Obrigado, Kilza Arbex. Eu até imaginava que seria algo de origem tupi ou africana. Faz sentido, pois Lavras é região de origem mineradora e de cafeicultura escravocrata eles, os escravos trouxeram muita contribuição ao nosso idioma e sobretudo ao mineirêz. Os diminutivos vem das escravas, da amas de leite que em tudo punham o diminutivo para ninar ou falar com o sinhozinho desde o berço. Veja que o mineiro carrega isso até hoje...cafezinho, feijãozinho, leitinho... Quanto ao termo "mamparra", era muito usado nas fazendas. Está aí a explicação, mais que lógica , tks ...
.

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Paulo Roberto da Silva -  ueh, Kilza Arbex... coincidência, empatamos na explicação... por conseguinte... deve ser vero a sua e a minha que veio depois que você postou o site informando a origem africana.
Kilza Arbex - Se não for, acabamos de "inventar" uma! Rsrs ... Mas, faz sentido, ne?

Ângelo Alberto De Moura Delphim - Conheço certa pessoa que vive de mamparra. Quem será?

Valéria Castro - Já ouvi muitas vezes esse termo.  Principalmente de pessoas da zona rural.

Paulo Roberto da Silva - quem seria, hein, Ângelo Alberto De Moura Delphim...?




Paulo Roberto da Silva - Sim, Valéria Castro,  isso reforça a tese de que é uma palavra de origem africana, usada pelos escravos nas fazendas do sul de Minas.
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Ângelo Alberto De Moura Delphim - Garanto, Paulo Roberto, que no lugar em que ela está agora, não está fazendo mamparra nenhuma


J Galvão Guimarães - Ouvi muito quando criança, menino manhoso, na fazenda, fazia muita mamparra.
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Paulo Roberto da Silva - oh... nem vamos falar...., pois nessas alturas teria que ser em alemão, inglês, francês ou italiano..., não é Ângelo Alberto ?
Quinta às 22:20 · Editado · Curtir

Paulo Roberto da Silva - Oh, mais um que conviveu em fazendas e ouviu, não é J Galvão ? A tese de Kilza e minha está se consolidando.
Quinta às 22:19 · Editado · Curtir · 1

Paulo Roberto da Silva - Ôh, Marco  Antônio , desta vez não podemos fazer mamparra, não, pois o Chico Do Vale estará nos esperando na casa dele, em setembro...
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Chico Do Vale - é verdade... podem ir marcando a data... o vinho já está preparado...
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Paulo Roberto da Silva - e você sabe o que é mamparra, Chico Do Vale? Garanto que o Sr Luiz Teixeira da Silva sabe...
Quinta às 23:33 · Editado · Curtir

Chico Do Vale - Mamparra, é fazer corpo mole...
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Chico Do Vale - é isso mesmo, Paulo Roberto ?
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Paulo Roberto da Silva - sim, é isso mesmo, veja lá no texto que postei e, segundo outras postagens, é palavra de origem moçambicana, dos escravos das fazendas de Minas, estado aonde é usada essa palavra e só no interior, como Lavras e Itumirim, nossas terrinhas, Chico Do Vale.
Quinta às 23:41 · Curtir · 1

Rita Penoni - Nunca ouvi ninguém dizer esta palavra. Mas , os antigos tinham uns dizeres sábios. Mais uma para aprender...
Ontem às 07:14 · Curtir (desfazer) · 1

Maria Lúcia Cunha Carneiro - Já encontrei, é de origem africana, Moçambique. Mais tarde posto para você uma foto do verbete do Novo Aurélio Século XXI.
Ontem às 09:09 · Curtir (desfazer) · 1

Luiz Teixeira da Silva - Paulo Roberto, lembro-me muito bem dessa palavra mamparra! Minha mãe falava muito! Esse seu comentário me fez lembrar de uma outra palavra que minha mãe sempre dizia: ÁTIMO! Tipo assim: "Fulano foi lá num átimo...!" Nunca mais ouvi outra pessoa falar essa palavra! Quando a encontrei na Bíblia, resolvi pesquisar na net e fiquei conhecendo a origem dela. Muito legal essas recordações.
Ontem às 09:17 · Curtir (desfazer) · 2

Antonio Aécio Pereira - Minha mãe dizia; "deixa de ser mamparreiro menino". Saudades dela e daquele tempo.
Ontem às 11:54 · Curtir (desfazer) · 2

Cida Pacheco - muito legal, minha mãe e meu pai sempre usavam essa palavra.
Ontem às 12:44 · Curtir (desfazer) · 2

Renato Libeck - Tem uma palavra que é dos meus tempos de criança : Fulano de tal hoje amanheceu MACAMBÚZIO !! Amanheceu desanimado, corpo mole, tristonho, etc. Não sei se alguém já ouviu a tal palavra.
Ontem às 12:48 · Curtir (desfazer) · 2

Paulo Roberto da Silva - Olha só, então era mais comum do que eu imaginava, não é, Maria  Lúcia Cunha Carneiro, Antônio Aécio Pereira, Cida Pacheco e Luiz Teixeira da Silva? Renato Libeck, essa palavra, macambuzio, era marca registrada do prof. Valdir Azevedo, principalmente nas aulas de matemática...
Ontem às 13:26 · Curtir · 3

Cida Pacheco - rsrsr, tambem ouvia muito essa palavra do meu avó
Ontem às 13:28 · Curtir (desfazer) · 2

Maria Lúcia Cunha Carneiro - Meu pai adorava usar essa palavra: macambúzio! Em Lavras tivemos uns vizinhos, duas senhoras solteiras e o irmão (que se casou muito depois de eu haver me casado...) Eram pessoas boníssimas. Uma delas sempre dizia: "Nunca houve nada igual nos anais da história!" e gostavam também e usar a palavra "ojeriza" que eu sempre achei muito feia. Nunca me esquecerei disso!
Ontem às 16:00 · Curtir (desfazer) · 1

Maria Lúcia Cunha Carneiro Aí vai a origem de "mamparra", segundo o Novo Aurélio Século XXI.
Ontem às 16:36 · Curtir (desfazer) · 2

Maria Lúcia Cunha Carneiro - Veja aqui, que curioso! http://tnb.art.br/rede/mamparra. Sabe que há uma cidade, no Estado de São Paulo, chamada Mamparra!
Mamparra | Toque no Brasil

A palavra Mamparra vem para o português brasileiro de um dos quimbundos de Angol...a. Significa lá um grupo reunido, uma festa. No Brasil, virou um bando de vagabundos ou ainda preguiça, trapaça, trambique, furto e por aí vai. (Procura no Google pra ver). A banda Mamparra carrega tudo isso, dos dois lados do Atlântico.
Ontem às 16:49 · Curtir (desfazer) · 2 · Remover visualização

Erlei Guimarães - Macambuzio erra muito usada pelo prof. Louzada... minha mãe usava TRIBUZANA para chuva muito forte...
Ontem às 17:24 via celular · Curtir (desfazer) · 3

Paulo Roberto da Silva - Então está comprovado, até mesmo pelo Novo Aurélio, que se trata de palavra da língua Ronga, da região de Maputo, capital de Moçambique, não é Maria Lúcia e Kilza Arbex.?
há 22 horas · Curtir · 2

Paulo Roberto da Silva - ôh Erlei Guimarães, macambuzio parece que era mesmo mais usual do que pensávamos, mas essa aí do tribuzana... nunca ouvi, não...rsrs
há 22 horas · Curtir · 1

Kilza Arbex - exactly ... Renato Libeck, minha filha participou do Soletrando e foi eliminada na etapa final justamente por conta dessa palavra (macambúzio) ... esqueceu-se de dizer acento agudo ... ô raiva!
há 22 horas via celular · Curtir (desfazer) · 2

Antonio Aécio Pereira - Eu tinha um amigo, mas que isto, acho que mais que irmão; Sebastião Anacleto Silva, "Dinho" morreu no incêndio do Edifício Joelma. Ele dizia hoje estou maçulebático, não procure em dicionário, pois não tem. Nunca procurei....
há 21 horas · Curtir · 1

Antonio Aécio Pereira - Tribuzana ouvi muito
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Antonio Aécio Pereira - Meu pai falava "está fazendo uma tribuzana no chuvisqueiro"!
há 21 horas · Curtir (desfazer) · 1

Paulo Roberto da Silva - O Anacleto era irmão do Antônio Marciano, professor da Ufla. Foram meus vizinhos e amigos de bola de gude, finca e pipas, além dos cavalos e caçadas na fazendinha da rua Progresso onde morei. Ele, Anacleto, era asmático e morreu sufocado pela fumaça, além de pisoteado nas escadaria do Joelma. Havia apenas um chamuscado de fogo na barra da calça. Tinha menos de 30 anos quando foi levado por aquela tragédia que ceifou quase 200 vidas. Saudades...
 há 21 horas · Curtir · 1

Antonio Aécio - Pois é, o Antônio Marciano tinha apelido de Chuca. Tinha também o Dedé e o Mauro, paro por aqui, pois isto me emociona muito.
há 21 horas · Curtir (desfazer) · 1

Maria Lúcia Cunha Carneiro - Tudo aqui começou com uma mamparra, num átimo passou por uma tribuzana (também trabuzana) e acabou nos deixando muito macambúzios com esse evento no Joelma.
há 16 horas · Curtir (desfazer) · 1

Paulo Roberto da Silva - Olha só, eu não conhecia essa veia poética de nossa colega Maria Lúcia. Vejam aí, Nelson Cunha e Jussara Rodarte. Que surpresa, mostre-nos mais, pois garanto que você tem outras produções literárias por aí.

Maria Lúcia Cunha Carneiro - Tenho muitas! Paulo Roberto! Os amigos gostam bastante! De vez em quando publico em umas coletâneas de Movimentos Literários. Vou lhe apresentar alguns trabalhos.
há 4 horas · Curtir (desfazer) · 1

Luiz Teixeira da Silva - Paulo Roberto gostei dos comentários de todos vocês. Muito divertido. E bem criativa e poética sua amiga Maria Lucia.
há 2 horas · Curtir (desfazer) · 2

Maria Lúcia Cunha Carneiro - Obrigada, Luiz Teixeira da Silva.
há 2 horas · Curtir (desfazer) · 2

Paulo Roberto da Silva - Olha só, viu, Sr. Luiz Teixeira? Acabamos de descobrir os pendores de Maria Lúcia . Só falta nos indicar o endereço para acessar a sua produção literária. Aguardamos.
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Paulo Roberto da Silva E aí, Dona Dilma Abreu e Anízio Pereira da Silva, se lembraram das reprimendas da Dona Liquinha?

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