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“A alma dos velhos e das crianças brincam no mesmo tempo. As crianças ainda sabem
aquilo que os velhos esqueceram e têm de aprender de novo: que a vida é
brinquedo que para nada serve, a não ser para a alegria!”
Subi na plataforma daquele enorme veículo de transporte de carga, semienterrado
na trincheira recém escavada pelo trator , servindo de rampa de acesso. Conferi
as amarras, as cintas de travamento nos quatro pontos bem tensionados pelas
catracas de ajustes. Cinco toneladas, cada uma, era o quanto resistiam aquelas
cintas de nylon, disse-me o motorista. Recuei os retrovisores da preciosa
carga, colocando-os em posição paralela ao para-brisas, de forma mais protegida
para a longa viagem de quase 1.000 km. Tampa do capô e cambão de reboque
travados, o para-brisa sem a capota, idem, tudo certo e ajustados. Também a
grande e bonita antena do rádio amador, faixa-cidadão, de dois metros de
comprimento, estava bem afixada e ainda ostentando em sua extremidade duas ou
três tiras em verde e amarelo, remanescentes dos garbosos desfiles de 7 de Setembro ou na ventania das
trilhas pelo cerrado afora. Quatro pneus sobressalentes, borrachudos,
tratorados, especiais para trilhas em áreas alagadas, areião ou íngremes
montanhas, estavam bem-dispostos e travados no assoalho da plataforma. Tudo em
ordem! Um último afago e dolorido adeus para aquele que viajaria como
passageiro especial até o seu destino final, no sul de Minas. Uma viagem sem
volta. Permaneci a seu lado por alguns instantes naquela posição de afago sobre
o metal frio, mas que para mim tinha alma, a alma de um menino que gostava de
brincar e pregar peças memoráveis em outras crianças. A emoção com sinais de travamento no menino
começou a tomar conta desde o momento em que o trator começou a escavar enorme
vala e aterro lateral para o embarque daquele jeep de tantas histórias. Buraco
enorme e a cada palmo que se aprofundava, mais parecia estar escavando uma cova
para ali enterrá-lo. Triste pensamento, bobo, descabido, mas, agora e ainda bem,
ali em cima da carroceria, os devaneios eram outros. As imagens afloradas do
subconsciente levaram-me a recordar, como num filme a cores, as aventuras ali
mesmo na chácara, no imenso lago artificial, bem à frete, com mais de 100
metros de comprimento, onde, com as crianças à bordo, fazíamos trilhas
aquáticas com água ao nível dos assentos, fazendo-o jogar lama a grandes
alturas para espanto e deleite dos pequenos passageiros, agarrados às barras de
segurança. Olhos arregalados e todos sujos de lama que escorria desde o alto de
suas cabeças. Gargalhando ao extremo,
matreiramente eu desligava a tração dianteira e assim mais ele derrapava e
afundava, lançando lama para todos os lados e à grande altura. Parecia atolar
cada vez mais e diante da suposta e “apavorante impossibilidade” dali sair, as
crianças gritavam: vovô..., vovôoooh...,vamos descer e empurrar o jeep! Era
exatamente o que eu esperava ouvir e para assustá-las ainda mais, gritava
imediatamente...Nãaaoooo...! Aí tem jacaré feroz...! Silêncio estarrecedor, olhinhos
implorando misericórdia e imediatamente religava a tração nas quatro rodas e
nos “salvávamos milagrosamente”. Gritaria geral..., o herói salvou-nos do
naufrágio... Crianças são bençãos de Deus em nossa vida. Rubem Alves tinha razão
quando disse: “As
almas dos velhos e das crianças brincam no mesmo tempo. As crianças ainda sabem
aquilo que os velhos esqueceram e têm de aprender de novo: que a vida é
brinquedo que para nada serve, a não ser para a alegria!”.

O Jeep ajudou a construir a
lagoa que serviu para as trilhas aquáticas com as crianças.
Acabou-se aquele doce tempo, lá se vão mais de vinte anos e antes que
eu acordasse dessas doces reminiscências, o motorista do caminhão, que percebeu
a situação, gritou lá de baixo... Tudo certo, ancorado e travado? Sim, tudo nos conformes, bem ancorados
e travados. Porém, não disse a ele que havia uma peça fora dos eixos, que
estava mais travada que todos os itens de segurança checados, conferidos
rigorosamente para a longa viagem
noturna.... E essa peça travada, o coração, foi capaz de desestabilizar a alma
de quem despachava aquela preciosa carga para seu destino final, bem longe....
Era, sem dúvida uma carga carregada de afeto, de sentimentos, emoção, companheira
de lazer, depositária de muitas lembranças da vida do menino. Estava, sim,
entranhado aquele sentimento de despedida, de quase perda, coração dolorido e
destravá-lo levaria dias. Convenhamos, despedidas não são fáceis, sobretudo
quando pressentimos o início de uma nova etapa de nossa vida. Rubem Alves,
poeta, escritor
e renomado filósofo da Unicamp e que viveu parte de sua vida em Lavras, minha
cidade natal, onde ministrava aulas no Instituto Presbiteriano Gammon, descreve
as diversas etapas sentimentais de nossa vida.
Disse ele:
“Os velhos quando sentem que a finitude está chegando começam a
doar suas coisas, pequenos pertences, mimos”.
Era exatamente o que estava acontecendo, ali,
naquele instante, pois doei meu velho Jeep Willys a um sobrinho que dele
cuidará, ali na fazenda onde nasci. Mas, continua o filósofo Rubem Alves..., “as pessoas que doam seus pertences querem ser
lembradas pelos entes queridos. Sabem que vão partir e aquela joia, ou objeto
de estimação, ficando nas mãos do ente querido representa a sua lembrança, a
perenidade de sua existência”. Assim é a
alma humana e ele, o poeta filósofo, a
retratou muito bem. Não foi diferente
aqui, pois chegando aos 80, na reta da última etapa da vida, esta foi a
primeira doação de uma de minhas joias, cheia de sentimento. Joia que habita o
escaninhos de minha alma, sem dúvida um dos mais importantes de todos os
“brinquedos” que já tive. Desci da plataforma depois de um último afago e senti
a trava dolorida na alma, ameaçando a estabilidade emocional do menino, prestes
a desabar.
Já iniciava a noitinha e o caminhão partiu
levando o jeep, deixando para trás sua história. Como um pai que, no passado,
despachava o filho para o distante internato, pedia ao motorista que desse
notícia da chegada ao destino, também pedi ao motorista do caminhão, Guilherme,
que desse notícia assim que chegasse. Entrei em
meu carro e acompanhei a viagem até os primeiros 10 km, já no escuro da noite,
na rodovia iluminada que exibia a silhueta daquele que me acompanhara e me
alegrara durante muito tempo em meu dourado exílio de Brasília, pois, na figura
daquele jeep, relembrava os tempos de menino e de jovem engenheiro nas
montanhas do Caraça, Rola Moça, Itambé e Serra do Cipó. O jeep que ali usava
era igualzinho a este de hoje que também apelidei de “Pafuncio”, xará daquele
dos trabalhos em BH, no distante ano de 1968. No novo Pafúncio brincava com os
netos. Pura emoção! Agora, naquela noite de 15 de janeiro de 2026, seguia o
caminhão com o jeep em sua carroceria e enquanto dirigia meu SUV, naquele curto
trajeto, com lampejos de luz neon, despertou em meu subconsciente as imagens da
chegada à Brasília, exatos 50 anos antes. O caminho, no entanto, agora era
inverso. Daquela vez, me deslumbrei com
a feérica iluminação em tom amarelado do vapor de sódio das lâmpadas, avistadas
do alto da chegada pela BR 040, mostrando o contorno da cidade em forma de asas de avião. Agora, em sentido contrário, o
farol iluminou uma placa rodoviária indicando o sentido à esquerda: Belo
Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e o caminhão à frente, com o jeep a bordo,
contornou à esquerda o balão (rotatória) e rumou para o sul de Minas, levando de volta à minha cidade
natal um pedaço de minha alma. Mais uma
vez, uma lágrima furtiva escorreu pela face, naquele último adeus e sumiu na
escuridão da estrada. Mas, para meu consolo, o jeep tinha destino certo, pois ficaria
em boas mãos e sua memória sempre lembrada. Ainda hoje, decorrido já algum
tempo de sua partida e sempre que chego à chácara nos finais de semana, encontro
sua vaga na garagem vazia e aquela mesma trava, que me surpreendeu no alto da
carroceria no dia de sua partida, volta com mais força e age como gatilho que
destrava o subconsciente de doces recordações. Assim é a vida!

Foram mais de 10 minutos
seguindo, ao cair da noite, o caminhão com aquela preciosa carga.
Sem dúvida, uma despedida diferente
Mas, para melhor entender a intensidade desse sentimento, é preciso
compreender onde e quando tudo começou. Há 50 anos, na madrugada de 05 de
agosto de 1975, cheguei à Brasília, de mala e cuia, como dizem os mineiros. Dirigia
o próprio carro e mais tarde, por volta do meio-dia, no aeroporto, já estava recepcionando
a família que chegava de Belo Horizonte. Por sorte e mera casualidade,
encontramos ninguém menos que o fundador da nova capital, que ainda contava
apenas 15 anos de vida... Sim, Jk, em pessoa, que também desembarcava do mesmo
voo de minha família. Atencioso, gentil, cumprimentou-nos, a mim e meu irmão
que me acompanhava e ainda pude dizer-lhe um elogio sobre a linda
cidade-parque, Brasília, que ele criou. Bom presságio ser recebido pelo grande
estadista e fundador da cidade. Ele, de sua parte, se desmanchou em sorrisos
sinceros e agradeceu minha saudação. Mais um aditivo ao entusiasmo do menino
que chegava à capital federal com toda energia e empolgação. Ficaria aqui, à
serviço no Ministério da Educação-MEC, apenas três ou quatro anos, enquanto
durasse o governo de então, com o Ministro Nei Braga, que nos convidara a trabalhar
na gestão do ensino agrícola superior, recém-transferido do Ministério da
Agricultura para o MEC. A Universidade Federal de Lavras - UFLA aprovou nossa
transferência e providenciou o transporte da mudança que também chegara naquela
manhã de 05 de agosto. Concluído o período de governo, os planos de volta à UFLA
foram interrompidos na manhã do dia 15 de março de 1979, ali no mesmo aeroporto
de Brasília. Este aeroporto, no qual embarquei e desembarquei por mais de 1,500
vezes, só me proporcionou alegrias. Fui designado para recepcionar o novo
Ministro da Educação, Eduardo Portella, ao
pé da escada do avião da Varig, pois não havia ainda as rampas telescópicas, os
chamados fingers e os desembarques ocorriam na pista. Procedente do Rio,
dei-lhe as boas-vindas e apresentei-me
ao novo ministro que se empossaria logo mais. Agradeceu a recepção e foi logo
dizendo que sabia do sucesso dos programas de desenvolvimento do ensino
agrícola superior, que administrei nos últimos quatro anos e que queria contar
com a minha participação em seu ministério. Deduzi que algum assessor do
gabinete do MEC informara previamente ao ministro Eduardo Portela sobre quem
iria recepciona-lo ao pé da escada do avião, dai já ter engatilhado o convite. Cabe
lembrar que naquele tempo eram poucos os executivos de Brasília e cada Ministério
tratava de recrutar pessoal qualificado em suas representações nos estados da
federação. No caso, do MEC, as fontes de recursos humanos eram a universidades
federais, de onde recrutavam-se professores para desempenhar funções executivas
em Brasília. Pois bem, foi-me formulado o convite, ali mesmo ao pé do avião,
para permanecer no Ministério da Educação. Surpreso, aceitamos de pronto o
convite do ministro e o conduzimos ao
carro oficial, que se dirigiu ao hotel e mais tarde ao Congresso Nacional para
a solenidade de posse do novo governo, seguindo-se então, para o Palácio do
Planalto, onde foram empossados seus ministros. No final daquela tarde houve a
transmissão do cargo de Ministro, no próprio Ministério da Educação. Entrava
Eduardo Portella e saía o Ministro Euro Brandão, que substituiu interinamente
Ney Braga, o qual supostamente havia nos recomendado ao novo ministro, em face
do bem-sucedido programa de desenvolvimento do ensino agrícola superior. O sucesso do
treinamento de docentes no país e exterior, a ampliação da oferta de cursos de
pós-graduação em ciências agrárias e por consequência, houve expressivo
progresso nas pesquisas agrícolas, e isto repercutiu de maneira muto positiva em
todo o país, principalmente no
Ministério da Agricultura, que sempre se apoiava nas universidades agrícolas
para o treinamento e formação de seus técnicos e pesquisadores da Embrapa, já
em grande ascensão no cenário mundial. Durante o discurso de posse do ministro,
pudemos entender mais claramente a razão de seu convite para minha permanência
na gestão do Ensino Agrícola Superior, no MEC. Ele havia elegido como uma de
suas metas no ministério, a capacitação e valorização dos docentes, meta que
fez parte, e com muito sucesso, dos programas de desenvolvimento da educação
agrícola superior, então executados pelo MEC. Assim, estava garantida a nossa
permanência em Brasília por mais cinco anos, aliás, ali naquele Ministério, permaneci por trinta e quatro anos.

Tudo começou aqui, em
05/08/1975, com a chegada da família em Brasília. Duas meninas
com as babás e a caçula no colo
da mãe, chegaram no mesmo voo que Juscelino Kubitscheck
Abortado bruscamente o plano de retorno a Lavras,
havia que se pensar em algo que aliviasse a dor de abandonar a terra natal e mais que
isto, o estresse de se viver em cidade grande, onde tudo que se respira é
política e todos são estranhos, vindos de outras terras, outros estados, com
outros costumes e sem vínculo afetivo algum. Por outro lado, a “escravidão” do
terno e gravata, de 12 a 15 horas diariamente, manhã, tarde e noite em jantares
e recepções de ofício, de segunda à sexta feira e às vezes aos sábados e até
mesmo aos domingos, com idas ao aeroporto para recepcionar os mais de 120
gringos que chegavam, um a um todas as semanas, com direito a briefing e
debriefing. Era estafante dar apoio logístico a todos eles, a troca de
dólares por moeda nacional, check-in em hotel e toda a assistência necessária
para seus primeiros dias (não falavam português). Tudo isto com pontualidade
britânica e sem margem para erros, portanto, era de fato envolvente e estressante, pois, embora
contássemos com equipe suficiente, além da supervisão e coordenação, sempre
participávamos das reuniões, quando se tratavam de planos de pesquisas e
orientações de teses em cursos de pós-graduação aqui e nos EUA. Lógico, tudo
isto além dos 200 dias de viagem/ano visitando universidades por aqui e nos
Estados Unidos, onde tínhamos 250 professores da área de ciências agrárias cursando
programas de PhD em 32 universidades norte-americanas que demandavam nossas
visitas de trabalho. Com esse preâmbulo
historiando a nossa permanência em Brasília, torna-se fácil entender as razões
das buscas por lazer à moda antiga: a aquisição de uma chácara para descanso
nos finais de semana. A solução para aliviar o estresse veio dois anos depois
com a aquisição da almejada chácara, onde pudéssemos relaxar com plantas,
paisagismos e animais. E nessa chácara aconteceu o previsto até mesmo pelas
palavras de poetas, escritores e filósofos: “a gente continua morando na mesma
casa que nasceu...”. Como assim? Explico, segundo os especialistas, temos a
tendencia de reproduzir nossos brinquedos, nossas lembranças da infância e
Rubem Alves ainda foi mais direto, afirmando que:
“os
velhos, cansados da mesmice e agruras da vida, se tornam crianças para
se curar da adultite. E para tanto, “é preciso tomar chá de infância,
virar criança de novo.... Os poetas desejam voltar às suas origens. É lá que
mora a verdade que os adultos esqueceram. Fogem da loucura da vida adulta.
Buscam reencontrar a simplicidade da infância. Para se curar da adultite é
preciso tomar chá de infância, virar criança de novo”.
Foi assim que, logo adquirimos uma chácara na zona rural de Brasília,
numa região de vale fértil, cercado por
pequenas montanhas, coisa rara, aliás, no planalto central, o que me levava às
reminiscências das montanhas alterosas das Gerais, onde passara toda minha
vida. Mãos à obra, construí e reproduzi
tudo que havia nas fazendas onde vivi, a começar por bonitos jardins, água corrente, lagos, carro de boi e arado de aiveca trazidos da
fazenda em Lavras. Não faltaram os lagos construídos, matas reflorestadas,
pomar com várias fruteiras, incluindo peras, marmelos e maçãs, tão comuns nas
regiões serranas do sul de Minas, mas que não se negaram a produzir por aqui no
Planalto Central. No reino animal, as galinhas, o cavalo marchador, cães de
diferentes raças, não faltavam, além da presença de aves silvestres, até mesmo
tucanos, araras, curicacas, carcarás, quero-quero, pombas do mato como a asa branca que sempre apareciam para
se aproveitarem da abundância de frutas que ali plantamos. Para não perder o
costume de agrônomo havia também plantios de hortaliças, milho, feijão cana,
mandioca, bananas. O café mereceu destaque especial com vários pés em franca
produção, com maquinário próprio para beneficiamento dos grãos, torrefação em
fogão a lenha e moagem em moinho típico das fazendas. Nada ali foi esquecido,
até mesmo a máquina manual para moagem da cana e produção do caldo tão
apreciado pelas crianças após uma pescaria nos lagos bem ao lado. Para meu
próprio deleite, construí um moinho de brinquedo, movido pela bica d´água.
Finalmente chegou a cereja do bolo, o Jeep Willys antigo, reformado e em plena
forma para fazer trilhas nas montanhas, matas e no lago especialmente
construído para essa finalidade.
O tempo passou, os netos cresceram e o jeep permaneceu na garagem por
muito tempo. Chegou a hora de doar nossos mimos para aqueles que nos sucedem.
Vivo num exílio dourado em Brasília, onde alcançamos as glórias do
trabalho de toda uma vida profissional. Aqui criamos a família que é o maior
bem de nossa existência. O castelo imaginário da infância foi trazido para cá,
construído, vivido e compartilhado com os netos. O jeep foi também protagonista de toda a minha
vida, desde a infância nas fazendas, passando pelos anos de vida profissional da
agronomia e agora como peça sentimental, de afeto para a alma. Seguirá para o
local onde passei os dias mais felizes de minha infância e ali estará bem
cuidado, à espera da visita que, de certa forma, será sempre desejada.
Uma despedida diferente, sem dúvida! Um misto de saudade e a certeza de
que o tempo chegou. Há tempo para tudo, diz a bíblia. Mas, ainda que distante
no espaço, aquele mimo será revisitado para afago na alma. Alma de menino que
nunca deixou a casa em que nasceu e sabe que a felicidade está nessas pequenas
coisas da vida. Amém!
Brasília, 31 de julho de 2026
Paulo das Lavras
O jeep
estava sempre preparado para trilhas ou simples passeios nos finais de semana. Cambão
dianteiro para reboque, galão de 20 litros, acoplado e abastecido de
combustível para reabastecimento, pois o possante
e original motor Hurricane, rendia apenas 04 km/li e seu tanque comportava somente
40 litros.
O embarque na chácara para a
longa viagem de quase 1.000 km
“Boa noite, Sr Paulo,
estamos aqui para desembarcar o jeep”. Foi a curta e esperada notícia, via zap, daquela longa viagem
de 24 horas. O Pafuncio chegou, são e salvo, bonito, tal qual saiu de Brasília.
Foto – Guilherme, motorista 16/01/2026
Um bom banho de lava-jato à chegada e a garagem
a lhe esperar, no mesmo galpão que
construí
em 1972, na fazenda do Retiro dos Ipês, bem ao lado da janela do quarto onde nasci
fotos nr ... 8 a 13