sexta-feira, 31 de julho de 2026

Uma despedida diferente

 

478.382 visualizações no Blog, em 31/07/2026 (blogger report)


   “A alma dos velhos e das crianças brincam no mesmo tempo. As crianças ainda sabem aquilo que os velhos esqueceram e têm de aprender de novo: que a vida é brinquedo que para nada serve, a não ser para a alegria!”


 

Subi na plataforma daquele enorme veículo de transporte de carga, semienterrado na trincheira recém escavada pelo trator , servindo de rampa de acesso. Conferi as amarras, as cintas de travamento nos quatro pontos bem tensionados pelas catracas de ajustes. Cinco toneladas, cada uma, era o quanto resistiam aquelas cintas de nylon, disse-me o motorista. Recuei os retrovisores da preciosa carga, colocando-os em posição paralela ao para-brisas, de forma mais protegida para a longa viagem de quase 1.000 km. Tampa do capô e cambão de reboque travados, o para-brisa sem a capota, idem, tudo certo e ajustados. Também a grande e bonita antena do rádio amador, faixa-cidadão, de dois metros de comprimento, estava bem afixada e ainda ostentando em sua extremidade duas ou três tiras em verde e amarelo, remanescentes dos garbosos  desfiles de 7 de Setembro ou na ventania das trilhas pelo cerrado afora. Quatro pneus sobressalentes, borrachudos, tratorados, especiais para trilhas em áreas alagadas, areião ou íngremes montanhas, estavam bem-dispostos e travados no assoalho da plataforma. Tudo em ordem! Um último afago e dolorido adeus para aquele que viajaria como passageiro especial até o seu destino final, no sul de Minas. Uma viagem sem volta. Permaneci a seu lado por alguns instantes naquela posição de afago sobre o metal frio, mas que para mim tinha alma, a alma de um menino que gostava de brincar e pregar peças memoráveis em outras crianças.  A emoção com sinais de travamento no menino começou a tomar conta desde o momento em que o trator começou a escavar enorme vala e aterro lateral para o embarque daquele jeep de tantas histórias. Buraco enorme e a cada palmo que se aprofundava, mais parecia estar escavando uma cova para ali enterrá-lo. Triste pensamento, bobo, descabido, mas, agora e ainda bem, ali em cima da carroceria, os devaneios eram outros. As imagens afloradas do subconsciente levaram-me a recordar, como num filme a cores, as aventuras ali mesmo na chácara, no imenso lago artificial, bem à frete, com mais de 100 metros de comprimento, onde, com as crianças à bordo, fazíamos trilhas aquáticas com água ao nível dos assentos, fazendo-o jogar lama a grandes alturas para espanto e deleite dos pequenos passageiros, agarrados às barras de segurança. Olhos arregalados e todos sujos de lama que escorria desde o alto de suas  cabeças. Gargalhando ao extremo, matreiramente eu desligava a tração dianteira e assim mais ele derrapava e afundava, lançando lama para todos os lados e à grande altura. Parecia atolar cada vez mais e diante da suposta e “apavorante impossibilidade” dali sair, as crianças gritavam: vovô..., vovôoooh...,vamos descer e empurrar o jeep! Era exatamente o que eu esperava ouvir e para assustá-las ainda mais, gritava imediatamente...Nãaaoooo...! Aí tem jacaré feroz...! Silêncio estarrecedor, olhinhos implorando misericórdia e imediatamente religava a tração nas quatro rodas e nos “salvávamos milagrosamente”. Gritaria geral..., o herói salvou-nos do naufrágio... Crianças são bençãos de Deus em nossa vida. Rubem Alves tinha razão quando disse: As almas dos velhos e das crianças brincam no mesmo tempo. As crianças ainda sabem aquilo que os velhos esqueceram e têm de aprender de novo: que a vida é brinquedo que para nada serve, a não ser para a alegria!”

    

     

O Jeep ajudou a construir a lagoa que serviu para as trilhas aquáticas com as crianças.

Acabou-se aquele doce tempo, lá se vão mais de vinte anos e antes que eu acordasse dessas doces reminiscências, o motorista do caminhão, que percebeu a situação, gritou lá de baixo... Tudo certo, ancorado e travado? Sim, tudo nos conformes, bem ancorados e travados. Porém, não disse a ele que havia uma peça fora dos eixos, que estava mais travada que todos os itens de segurança checados, conferidos rigorosamente  para a longa viagem noturna.... E essa peça travada, o coração, foi capaz de desestabilizar a alma de quem despachava aquela preciosa carga para seu destino final, bem longe.... Era, sem dúvida uma carga carregada de afeto, de sentimentos, emoção, companheira de lazer, depositária de muitas lembranças da vida do menino. Estava, sim, entranhado aquele sentimento de despedida, de quase perda, coração dolorido e destravá-lo levaria dias. Convenhamos, despedidas não são fáceis, sobretudo quando pressentimos o início de uma nova etapa de nossa vida.  Rubem Alves,  poeta, escritor e renomado filósofo da Unicamp e que viveu parte de sua vida em Lavras, minha cidade natal, onde ministrava aulas no Instituto Presbiteriano Gammon, descreve as diversas etapas sentimentais de nossa vida.  Disse ele:

  “Os velhos quando sentem que a finitude está chegando começam a doar suas coisas, pequenos pertences, mimos”.

 Era exatamente o que estava acontecendo, ali, naquele instante, pois doei meu velho Jeep Willys a um sobrinho que dele cuidará, ali na fazenda onde nasci. Mas, continua o filósofo Rubem Alves...,  “as pessoas que doam seus pertences querem ser lembradas pelos entes queridos. Sabem que vão partir e aquela joia, ou objeto de estimação, ficando nas mãos do ente querido representa a sua lembrança, a perenidade de sua existência”.  Assim é a alma humana  e ele, o poeta filósofo, a retratou muito bem.  Não foi diferente aqui, pois chegando aos 80, na reta da última etapa da vida, esta foi a primeira doação de uma de minhas joias, cheia de sentimento. Joia que habita o escaninhos de minha alma, sem dúvida um dos mais importantes de todos os “brinquedos” que já tive. Desci da plataforma depois de um último afago e senti a trava dolorida na alma, ameaçando a estabilidade emocional do menino, prestes a desabar.

Já iniciava a noitinha e o caminhão partiu levando o jeep, deixando para trás sua história. Como um pai que, no passado, despachava o filho para o distante internato, pedia ao motorista que desse notícia da chegada ao destino, também pedi ao motorista do caminhão, Guilherme, que desse notícia assim que chegasse. Entrei em meu carro e acompanhei a viagem até os primeiros 10 km, já no escuro da noite, na rodovia iluminada que exibia a silhueta daquele que me acompanhara e me alegrara durante muito tempo em meu dourado exílio de Brasília, pois, na figura daquele jeep, relembrava os tempos de menino e de jovem engenheiro nas montanhas do Caraça, Rola Moça, Itambé e Serra do Cipó. O jeep que ali usava era igualzinho a este de hoje que também apelidei de “Pafuncio”, xará daquele dos trabalhos em BH, no distante ano de 1968. No novo Pafúncio brincava com os netos. Pura emoção! Agora, naquela noite de 15 de janeiro de 2026, seguia o caminhão com o jeep em sua carroceria e enquanto dirigia meu SUV, naquele curto trajeto, com lampejos de luz neon, despertou em meu subconsciente as imagens da chegada à Brasília, exatos 50 anos antes. O caminho, no entanto, agora era inverso. Daquela vez,  me deslumbrei com a feérica iluminação em tom amarelado do vapor de sódio das lâmpadas, avistadas do alto da chegada pela BR 040, mostrando o contorno da cidade em forma de  asas de avião. Agora, em sentido contrário, o farol iluminou uma placa rodoviária indicando o sentido à esquerda: Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e o caminhão à frente, com o jeep a bordo, contornou à esquerda o balão (rotatória) e rumou para o  sul de Minas, levando de volta à minha cidade natal  um pedaço de minha alma. Mais uma vez, uma lágrima furtiva escorreu pela face, naquele último adeus e sumiu na escuridão da estrada. Mas, para meu consolo, o jeep tinha destino certo, pois ficaria em boas mãos e sua memória sempre lembrada. Ainda hoje, decorrido já algum tempo de sua partida e sempre que chego à chácara nos finais de semana, encontro sua vaga na garagem vazia e aquela mesma trava, que me surpreendeu no alto da carroceria no dia de sua partida, volta com mais força e age como gatilho que destrava o subconsciente de doces recordações. Assim é a vida!  

   

Foram mais de 10 minutos seguindo, ao cair da noite, o caminhão com aquela preciosa carga. 
 Sem dúvida, uma despedida diferente


          Mas, para melhor entender a intensidade desse sentimento, é preciso compreender onde e quando tudo começou. Há 50 anos, na madrugada de 05 de agosto de 1975, cheguei à Brasília, de mala e cuia, como dizem os mineiros. Dirigia o próprio carro e mais tarde, por volta do meio-dia, no aeroporto, já estava recepcionando a família que chegava de Belo Horizonte. Por sorte e mera casualidade, encontramos ninguém menos que o fundador da nova capital, que ainda contava apenas 15 anos de vida... Sim, Jk, em pessoa, que também desembarcava do mesmo voo de minha família. Atencioso, gentil, cumprimentou-nos, a mim e meu irmão que me acompanhava e ainda pude dizer-lhe um elogio sobre a linda cidade-parque, Brasília, que ele criou. Bom presságio ser recebido pelo grande estadista e fundador da cidade. Ele, de sua parte, se desmanchou em sorrisos sinceros e agradeceu minha saudação. Mais um aditivo ao entusiasmo do menino que chegava à capital federal com toda energia e empolgação. Ficaria aqui, à serviço no Ministério da Educação-MEC, apenas três ou quatro anos, enquanto durasse o governo de então, com o Ministro Nei Braga, que nos convidara a trabalhar na gestão do ensino agrícola superior, recém-transferido do Ministério da Agricultura para o MEC. A Universidade Federal de Lavras - UFLA aprovou nossa transferência e providenciou o transporte da mudança que também chegara naquela manhã de 05 de agosto. Concluído o período de governo, os planos de volta à UFLA foram interrompidos na manhã do dia 15 de março de 1979, ali no mesmo aeroporto de Brasília. Este aeroporto, no qual embarquei e desembarquei por mais de 1,500 vezes, só me proporcionou alegrias. Fui designado para recepcionar o novo Ministro da Educação, Eduardo Portella,  ao pé da escada do avião da Varig, pois não havia ainda as rampas telescópicas, os chamados fingers e os desembarques ocorriam na pista. Procedente do Rio, dei-lhe as boas-vindas e  apresentei-me ao novo ministro que se empossaria logo mais. Agradeceu a recepção e foi logo dizendo que sabia do sucesso dos programas de desenvolvimento do ensino agrícola superior, que administrei nos últimos quatro anos e que queria contar com a minha participação em seu ministério. Deduzi que algum assessor do gabinete do MEC informara previamente ao ministro Eduardo Portela sobre quem iria recepciona-lo ao pé da escada do avião, dai já ter engatilhado o convite. Cabe lembrar que naquele tempo eram poucos os executivos de Brasília e cada Ministério tratava de recrutar pessoal qualificado em suas representações nos estados da federação. No caso, do MEC, as fontes de recursos humanos eram a universidades federais, de onde recrutavam-se professores para desempenhar funções executivas em Brasília. Pois bem, foi-me formulado o convite, ali mesmo ao pé do avião, para permanecer no Ministério da Educação. Surpreso, aceitamos de pronto o convite do ministro  e o conduzimos ao carro oficial, que se dirigiu ao hotel e mais tarde ao Congresso Nacional para a solenidade de posse do novo governo, seguindo-se então, para o Palácio do Planalto, onde foram empossados seus ministros. No final daquela tarde houve a transmissão do cargo de Ministro, no próprio Ministério da Educação. Entrava Eduardo Portella e saía o Ministro Euro Brandão, que substituiu interinamente Ney Braga, o qual supostamente havia nos recomendado ao novo ministro, em face do bem-sucedido programa de desenvolvimento  do ensino agrícola superior. O sucesso do treinamento de docentes no país e exterior, a ampliação da oferta de cursos de pós-graduação em ciências agrárias e por consequência, houve expressivo progresso nas pesquisas agrícolas, e isto repercutiu de maneira muto positiva em todo o país,  principalmente no Ministério da Agricultura, que sempre se apoiava nas universidades agrícolas para o treinamento e formação de seus técnicos e pesquisadores da Embrapa, já em grande ascensão no cenário mundial. Durante o discurso de posse do ministro, pudemos entender mais claramente a razão de seu convite para minha permanência na gestão do Ensino Agrícola Superior, no MEC. Ele havia elegido como uma de suas metas no ministério, a capacitação e valorização dos docentes, meta que fez parte, e com muito sucesso, dos programas de desenvolvimento da educação agrícola superior, então executados pelo MEC. Assim, estava garantida a nossa permanência em Brasília por mais cinco anos, aliás, ali naquele Ministério,  permaneci por trinta e quatro anos.

 Tudo começou aqui, em 05/08/1975, com a chegada da família em Brasília. Duas meninas
 com as babás e a caçula no colo da mãe, chegaram no mesmo voo que Juscelino Kubitscheck


        Abortado bruscamente o plano de retorno a Lavras, havia que se pensar em algo que aliviasse  a dor de abandonar a terra natal e mais que isto, o estresse de se viver em cidade grande, onde tudo que se respira é política e todos são estranhos, vindos de outras terras, outros estados, com outros costumes e sem vínculo afetivo algum. Por outro lado, a “escravidão” do terno e gravata, de 12 a 15 horas diariamente, manhã, tarde e noite em jantares e recepções de ofício, de segunda à sexta feira e às vezes aos sábados e até mesmo aos domingos, com idas ao aeroporto para recepcionar os mais de 120 gringos que chegavam, um a um todas as semanas, com direito a briefing e debriefing. Era estafante dar apoio logístico a todos eles, a troca de dólares por moeda nacional, check-in em hotel e toda a assistência necessária para seus primeiros dias (não falavam português). Tudo isto com pontualidade britânica e sem margem para erros, portanto,  era de fato envolvente e estressante, pois, embora contássemos com equipe suficiente, além da supervisão e coordenação, sempre participávamos das reuniões, quando se tratavam de planos de pesquisas e orientações de teses em cursos de pós-graduação aqui e nos EUA. Lógico, tudo isto além dos 200 dias de viagem/ano visitando universidades por aqui e nos Estados Unidos, onde tínhamos 250 professores da área de ciências agrárias cursando programas de PhD em 32 universidades norte-americanas que demandavam nossas visitas de trabalho.  Com esse preâmbulo historiando a nossa permanência em Brasília, torna-se fácil entender as razões das buscas por lazer à moda antiga: a aquisição de uma chácara para descanso nos finais de semana. A solução para aliviar o estresse veio dois anos depois com a aquisição da almejada chácara, onde pudéssemos relaxar com plantas, paisagismos e animais. E nessa chácara aconteceu o previsto até mesmo pelas palavras de poetas, escritores e filósofos: “a gente continua morando na mesma casa que nasceu...”. Como assim? Explico, segundo os especialistas, temos a tendencia de reproduzir nossos brinquedos, nossas lembranças da infância e Rubem Alves ainda foi mais direto, afirmando que:

 “os velhos, cansados da mesmice e agruras da vida, se tornam crianças para se curar da adultite. E para tanto, “é preciso tomar chá de infância, virar criança de novo.... Os poetas desejam voltar às suas origens. É lá que mora a verdade que os adultos esqueceram. Fogem da loucura da vida adulta. Buscam reencontrar a simplicidade da infância. Para se curar da adultite é preciso tomar chá de infância, virar criança de novo”.

Foi assim que, logo adquirimos uma chácara na zona rural de Brasília, numa  região de vale fértil, cercado por pequenas montanhas, coisa rara, aliás, no planalto central, o que me levava às reminiscências das montanhas alterosas das Gerais, onde passara toda minha vida. Mãos à obra,  construí e reproduzi tudo que havia nas fazendas onde vivi, a começar por bonitos jardins, água corrente, lagos,  carro de boi e arado de aiveca trazidos da fazenda em Lavras. Não faltaram os lagos construídos, matas reflorestadas, pomar com várias fruteiras, incluindo peras, marmelos e maçãs, tão comuns nas regiões serranas do sul de Minas, mas que não se negaram a produzir por aqui no Planalto Central. No reino animal, as galinhas, o cavalo marchador, cães de diferentes raças, não faltavam, além da presença de aves silvestres, até mesmo tucanos, araras, curicacas, carcarás, quero-quero, pombas do mato  como a asa branca que sempre apareciam para se aproveitarem da abundância de frutas que ali plantamos. Para não perder o costume de agrônomo havia também plantios de hortaliças, milho, feijão cana, mandioca, bananas. O café mereceu destaque especial com vários pés em franca produção, com maquinário próprio para beneficiamento dos grãos, torrefação em fogão a lenha e moagem em moinho típico das fazendas. Nada ali foi esquecido, até mesmo a máquina manual para moagem da cana e produção do caldo tão apreciado pelas crianças após uma pescaria nos lagos bem ao lado. Para meu próprio deleite, construí um moinho de brinquedo, movido pela bica d´água. Finalmente chegou a cereja do bolo, o Jeep Willys antigo, reformado e em plena forma para fazer trilhas nas montanhas, matas e no lago especialmente construído para essa finalidade.

O tempo passou, os netos cresceram e o jeep permaneceu na garagem por muito tempo. Chegou a hora de doar nossos mimos para aqueles que nos sucedem. Vivo num exílio dourado em Brasília, onde alcançamos as glórias do trabalho de toda uma vida profissional. Aqui criamos a família que é o maior bem de nossa existência. O castelo imaginário da infância foi trazido para cá, construído, vivido e compartilhado com os netos.  O jeep foi também protagonista de toda a minha vida, desde a infância nas fazendas, passando pelos anos de vida profissional da agronomia e agora como peça sentimental, de afeto para a alma. Seguirá para o local onde passei os dias mais felizes de minha infância e ali estará bem cuidado, à espera da visita que, de certa forma, será sempre desejada.

Uma despedida diferente, sem dúvida! Um misto de saudade e a certeza de que o tempo chegou. Há tempo para tudo, diz a bíblia. Mas, ainda que distante no espaço, aquele mimo será revisitado para afago na alma. Alma de menino que nunca deixou a casa em que nasceu e sabe que a felicidade está nessas pequenas coisas da vida. Amém!

 Brasília, 31 de julho de 2026

Paulo das Lavras


O jeep estava sempre preparado para trilhas ou simples passeios nos finais de semana. Cambão dianteiro para reboque, galão de 20 litros, acoplado e abastecido de combustível  para reabastecimento, pois o possante e original motor Hurricane, rendia apenas 04 km/li e seu tanque comportava somente 40 litros.

 

 

 O embarque na chácara para a longa viagem de quase 1.000 km 

 

 “Boa noite, Sr Paulo, estamos aqui para desembarcar o jeep”. Foi a curta e esperada notícia,  via zap, daquela longa viagem de 24 horas. O Pafuncio chegou, são e salvo, bonito, tal qual saiu de Brasília. 
Foto – Guilherme, motorista 16/01/2026


 Um bom banho de lava-jato  à chegada e a garagem a lhe esperar, no mesmo galpão que 
         construí em 1972, na fazenda do Retiro dos Ipês, bem ao lado da janela do quarto onde nasci
  













fotos nr ... 8 a 13


 

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