Havia uma pedra no caminho da ESAL/UFLA
A
expansão dos cursos de pós-graduação na ESAL/UFLA obedeceu a todos critérios de
qualidade exigidos pelo MEC, mas em 1978 teve que vencer
dificuldades de cunho político, pois houve manifestação contrária da ESALQ/USP,
contestando a aprovação de cursos de pós-graduação em Lavras. Pelo ofício Nº
CPG-1062, de 27/09/1978, o Professor Ernesto Paterniani, Presidente da Comissão
de Pós-Graduação daquela Escola, de Piracicaba, questionou o CFE - Conselho
Federal de Educação, hoje Conselho Nacional de Educação, questionando as
autorizações do MEC para que a ESAL oferecesse cursos de mestrado. Dizia, dentre
outras, que “a Comissão de Pós-graduação
da ESALQ/USP considerava muito perigosa a proliferação de cursos de
pós-graduação em instituições que não contem com as condições necessárias para
a concessão desses títulos”. No entanto, tal questionamento provou-se
descabido em face às informações contidas no Memo. 318/78/UCAP/DAU/MEC que
reportou ao CFE, informando que todos os pedidos de autorização tiveram trâmite
normal pelo antigo Departamento de Assuntos Universitários- DAU, hoje
Secretaria de Educação Superior e que todos os processos de autorização dos
cursos de mestrado da ESAL/UFLA tramitaram pela Comissão de Especialistas de
Ensino, onde a própria ESALQ/USP tem assento. Informou, ainda o referido
parecer, que a ESAL/UFLA, possuía à época 73% de seus 189 docentes titulados
com mestrado e doutorado, cujo índice de titulação era considerado muito alto
em relação aos padrões nacionais da época. Por outro lado, na qualidade de
Diretor do Ensino Agrícola Superior do MEC, contra-argumentamos junto ao Departamento de Assuntos
Universitários, que, além da Escola de Lavras ter atendido a todos os critérios
de qualidade estabelecidos pelas normas ministeriais, ela detinha o maior
índice de qualificação docente de todo o país, com mais que o dobro da
média nacional (esforço de Paolinelli, a partir da federalização). Não bastasse
isso, tinha, ainda, elevada produção científica, com estreita colaboração com
órgãos estaduais e federais de pesquisa agropecuária como a EMBRAPA, EPAMIG e
convênios de cooperação com a SEAGRI/MG e
Ministério da Agricultura para o desbravamento dos Solos do Cerrado nos
programas de desenvolvimento do cerrado como o POLOCENTRO, do Ministério da
Agricultura. Mais surpreendente, ainda, destacamos em nota técnica ao Gabinete
do Ministro da Educação, era o fato de que a própria instituição reclamante tinha
assento na Comissão de Especialistas de Ensino - CECA, órgão de assessoramento
do MEC, responsável pelas análise de todas as demandas do ensino de ciências
agrárias, tendo esta Comissão aprovado por unanimidade os cursos de mestrado da
ESAL/UFLA.
Assim,
aquela manifestação descabida de um colegiado interno, mais nos pareceu, como
diretor do Ensino Agrícola Superior do MEC, uma simples questão interna
corporis e sem fundamento, até porque o diretor da ESALQ, Prof Salim Simão, estava sempre a elogiar o
desempenho da Escola de Lavras, a escola do Ministro Paolinelli, dizia ele e a
quem muito prezava desde o início dos anos 60, quando juntos trabalhavam
convencendo o MEC a aceitar o ensino agrícola que havia saído do M.A. Ouvimos suas
palavras elogiosas à Escola de Lavras, um ano antes, em 06/01/1977, quando comparecemos
em Piracicaba, numa solenidade da Congregação da ESALQ. Lá estávamos, o
Ministro Paolinelli, da Agricultura e o MEC (eu o representava), gratos às
palavras do então Diretor da ESALQ/USP, referindo-se à ESAL/UFLA. Retribuímos,
dizendo que a ESALQ/USP é uma das
pioneiras do Brasil e tem treinado técnicos em seus cursos de pós-graduação de
elevada qualidade e que os professores da ESAL/UFLA, em grande maioria,
obtiveram seus títulos de mestres e principalmente de doutores ali, em
Piracicaba. A ESALQ/USP apresentou-se entre as três melhores instituições
colocadas no programa PEAS/MEC no tocante ao treinamento de seus docentes em
cursos de doutorado nos EUA. Sempre foi parceira na melhoria da qualidade da
educação agrícola superior em nosso país e esteve presente no MEC ao lado de
Paolinelli na batalha no início dos anos 60, quando o Ministério teimava em não
acolher o ensino agrícola superior que
deixara de pertencer ao Ministério da Agricultura. Finalizando nossas palavras
em retribuição ao diretor da Escola de Piracicaba, manifestamos nosso orgulho e
satisfação pela ESALQ/USP integrar o corpo de assessoramento ao MEC, por meio da
Comissão de Especialistas de Ensino de Ciências Agrárias-CECA.
Liderança da
ESAL/UFLA no cenário nacional
Apesar
dos percalços políticos, a ESAL/UFLA sempre soube aproveitar e, mais que isso, inovar
e criar oportunidades. Foi assim desde seu início com cinco grandes
diferenciais:
-
Introduziu o modelo de ensino do Land Grant College, em contraposição ao modelo
francês de ensino academicista,
divorciado da pesquisa tecnológica agrícola e da difusão de tecnologias junto
aos agricultores
- Acolhida diferenciada de apoio ao aluno,
como fator positivo ao aprendizado
-
Introdução da Extensão Rural, influenciando, nesse sentido, o Ministério da Agricultura antes mesmo da
década de 1920 e em 1926, citada em livro do Ministério da Agricultura
- Ação política junto ao MEC, convencendo-o a “aceitar” a
gestão do ensino
tecnológico agrícola , anteriormente subordinado
ao Ministério da Agricultura
- Assessoramento permanente ao MEC na gestão do ensino
agrícola superior, desde
1961 e ocupando
cargos e funções de direção superior no Ministério a partir de
1974.
- Gestão/Diretoria de Avaliação, Expansão e Regulação da
Educação Superior,
período 2004/2008
Foi
também da ESAL/UFLA, por intermédio de seu diretor, Paolinelli, o esforço junto
à SEPLAN/PR para a aprovação de verbas adicionais para o ensino agrícola
superior. A partir de 1974 o MEC alocou todo apoio, destinando verbas para as
atividades do ensino agrícola superior. Administramos os staffs em Brasília e
nos Estados Unidos (treinamos 250 professores brasileiros em programas de PhD
em 32 universidades norte-americanas). Na sede do MEC contávamos com 20
técnicos e 10 membros da Comissão de Especialistas e nos Estados Unidos
tínhamos um staff de 12 profissionais norte-americanos, sediados em
nosso escritório na Michigan State University, sob nossa gestão e para onde nos
dirigíamos periodicamente para acompanhar e despachar as questões pertinentes.
Uma de nossas decisões que ficou marcada
e aproveitada por outros órgãos financiadores de bolsas de estudos, foi
a criação do doutorado-sanduiche, nome figurado para caracterizar a
realização dos créditos de disciplinas lá na universidade norte-americana e a
pesquisa para a tese, feita aqui no Brasil. Houve reação em contrário dos
americanos até o momento em que dissemos não ser justo empregar dinheiro do
Brasil em pesquisas no estrangeiro, quando sabemos que as condições de clima, água,solo,
planta e animais são completamente diferentes. Não adianta, dissemos a eles,
levar para o Brasil uma vaca leiteira do Wisconsin, que produz 50 kg de
leite/dia. Lá, só produzirá 20 e morrerá atacada pelo carrapato e calor de até
40ºC, além do que não será capaz de digerir as duras fibras do capim tropical. Da mesma forma, as sementes de soja, trigo e
milho daqui do Corn Belt sequer germinarão nas nossas condições climáticas e
solo. Se germinarem, serão atacadas implacavelmente pelas doenças e pragas
tropicais. Pesquisas e teses de nossos doutorandos têm que ser feitas no
Brasil, com suas condições próprias de clima e solo. Concordaram, mas tivemos
que pagar a estada e salários de dois meses de cada orientador norte-americano
que aqui veio instalar os experimentos. Mas, valeu a pena, pois além de
pesquisar nas nossas condições de campo, os aproveitamos para ministrar cursos
de especialização para nossos docentes. Portanto, o chamado doutorado-sanduiche
(créditos lá e pesquisa aqui) foi invenção genuina das ciências agrárias, no
ano de 1976, nesse programa internacional do MEC.
O grande legado da UFLA à
Educação Agrícola Superior
Nenhuma
outra universidade contribuiu tanto como a ESAL/UFLA e por tanto tempo na
gestão da Educação Agrícola Superior no Ministério da Educação. Os resultados
foram excelentes para todo o país. Além dos resultados listados acima, cabe
citar a criação da diretoria de ensino
de ciências agrárias, a realização de estudos de demanda de especialistas para
o setor agrícola, a execução do Acordo de Empréstimo da USAID destinado ao treinamento
no exterior (250 PhDs), criação de programas especiais – PEAS/Programa de
Educação Agrícola Superior e PRODECA/programa
de Desenvolvimento das Ciências Agrárias, para expansão do ensino de graduação
e pós-graduação, tendo a própria ESAL/UFLA também recebido recursos
substanciais neste último, com excelentes resultados propiciando
sua transformação em universidade pouco tempo depois.
Graças a
esses programas de apoio à área agrícola, o Brasil conseguiu quintuplicar, até
1985, em curtíssimo prazo, a oferta de cursos de pós-graduação. A oferta de
cursos era baixa em relação às necessidades do país, com apenas 24 cursos de
agronomia. Na Pós-Graduação havia somente 35 cursos de mestrado e 07
doutorado. A grande maioria (57%) se
concentrava na ESALQ/USP e ainda assim
com poucas áreas de especialização.
Todo esse
esforço foi coordenado no MEC por professores dessa centenária Escola de Lavras
e foi instrumento de alavancagem do desenvolvimento da produção e produtividade
agrícola, com exportações de produtos que alcançaram os primeiros
lugares no ranking comercial mundial. O legado que a ESAL/UFLA deixou ao país,
por meio de suas ações diretas e colaborações junto ao MEC, no período de
1960/2010, no âmbito da Educação Agrícola Superior, podem ser assim
discriminados:
·
Melhoria do planejamento e coordenação da educação
agrícola superior.
·
Melhoria dos órgãos de planejamento e administração
universitária.
·
Implantação de um sistema de cooperação
interuniversitária nacional e internacional.
·
Melhoria das bibliotecas de ciências agrárias.
·
Melhoria qualitativa e quantitativa do corpo
docente.
·
Expansão e consolidação dos cursos de Pós –
Graduação.
·
Expansão e consolidação dos cursos de Graduação
·
Apoio aos centros de tecnólogos em ciências
agrárias, recém criados no país.
·
Criação da Engenharia Agrícola no país.
·
Expansão Ensino de Aviação Agrícola
No curtíssimo
prazo de 1975/80, os professores da ESAL/UFLA, nas funções de gestão no MEC, contribuíram
para:
- Contratação
de 271 novos docentes (35 na ESAL/UFLA)
- treinamento
de 224 PhD nos EUA e no país,
254 Mestres (30 nos EUA),
76 Especializações
(56 nos EUA).
- 90
consultorias de universidades
norte-americanas
- 56,4
milhões de dólares (valores de 1975) aplicados no ensino agrícola superior
- criação e implantação de Centros de Ciências
Agrárias nas Universidades
Federais do Mato Grosso, Santa
Catarina, Acre, Paraíba, Alagoas e
Amazonas no período 1975/80.
Além desses
trabalhos concentrados em programas e financiamentos externos, a assessoria da
UFLA ao MEC se estendeu a toda a Educação Superior brasileira, por meio do
Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades – REUNI, que se iniciou
no começo dos anos 2.000 e se estendeu por mais de dez anos. Neste programa a
UFLA foi amplamente beneficiada em igualdade de condições com as demais
universidades e pode expandir seus cursos e ampliar significativamente seu novo
campus. Ainda no campo de trabalhos da UFLA no MEC, cabe lembrar que em 1976,
diante das dificuldades de se criar um curso de Agronomia na Universidade do
Amazonas, o Prof João Márcio de Carvalho Rios, Professor Titular da
ESAL/UFLA ,foi cedido ao MEC para a implantação do curso de agronomia em
Manaus, onde permaneceu por três anos e contratou alguns ex-alunos do curso de
mestrado de Fitotecnia da ESAL/UFLA para iniciar o ensino agrícola naquela
distante e carente região que não contava com nenhum curso da área agrícola.
Outra grande
contribuição da Esal ao MEC, foi a efetiva participação na criação da Engenharia
Agrícola no país, com destaque para a introdução da Aviação Agrícola que ainda
hoje é mantida e até há um exemplar histórico de uma aeronave agrícola
estacionada ali no campus ao lado dos
anfiteatros da antiga Engenharia Rural.
Avião
Agrícola Ipanema, herdado do CENEA/MA pelo DEG/UFLA. A ESAL teve intensa e
marcante atuação na criação dos cursos de Engenharia Agrícola no país e na
promoção da aviação agrícola, junto ao MEC, MA e EMBRAER.
Foto
do autor:
Avião Agrícola Ipanema – Museu Departamento Engenharia-UFLA
Como visto, pode-se afirmar com segurança que o
desenvolvimento da ESAL/UFLA no período 1975/81 foi inteiramente baseado no
programa PRODECA/MEC. Isto porque o país atravessava período de escassez de
investimentos e as universidades foram bastante prejudicadas com duros
contingenciamentos de verbas orçamentárias. No período 1975/81 foram aprovados pelo
MEC, os cursos de Engenharia Agrícola
(1975), Zootecnia (1976), Tecnólogo em Administração Rural (1976), Engenharia
Florestal (1980) e Licenciatura em Ciências Agrícolas (1981). Após o término do
PPRODECA, o contingenciamento de verbas do MEC prosseguiu e a ESAL/UFLA teve
que esperar 11 anos para criar um único curso de graduação, a Medicina
Veterinária, em 1992. O mesmo aconteceu com a expansão da pós-graduação, pois
até 1976 eram cinco cursos de mestrado e os próximos, de Fitossanidade (1984) e
Genética e Melhoramento de Plantas (1986) também tiveram que esperar longo
tempo para serem iniciados. Além desses avanços na oferta de cursos, o
PRODECA propiciou a construção da primeira ala da nova Biblioteca e ampliação
de seu acervo em mais de 21.000 livros e 2.800 títulos de periódicos, Também o
primeiro restaurante universitário, salas
de aula dos departamentos de Agricultura e de Engenharia, galpão de máquinas, Salão
de Convenções e usina de beneficiamento de sementes também receberam apoio do
PRODECA. Com esses investimentos foi possível dobrar o número de alunos,
passando de 500 (1975) para 1.000, em 1981.
Se por um lado a ESAL/UFLA colaborou com o MEC, cedendo em
tempo integral três de seus professores, sendo que dois serviram em Brasília
(Valter de Carvalho, 1974/75 e Paulo Roberto da Silva 1975/2008) e outro em
Manaus (João Márcio de Carvalho Rios (1976/78), por outro lado e tendo em vista
que os trabalhos desses colaboradores naquele Ministério foram de grande valia
para o desenvolvimento da Educação Agrícola Superior no país e em especial,
para as instituições de ensino, essa Universidade foi amplamente recompensada,
pois participou, em igualdade de condições e sob rigorosos critérios de
avaliação de desempenho de gestão, de todos os programas especiais que o
Ministério desenvolveu ao longo desse período. A UFLA soube aproveitar os
recursos disponíveis e deu um extraordinário salto quantitativo e qualitativo.
Houve notável e vertiginosa expansão da ESAL/UFLA depois de sua federalização.
Mesmo antes, a velha Escola Agrícola de 1908 já causava mudanças no Agro
brasileiro. Samuel Rhea Gammon, Benjamim
Harris Hunnicutt e John Wheelock foram os pioneiros. Nos anos de 1960 surgiu
Alysson Paolinelli, o “trator” que empurrava e arrastava a todos. Revolucionou
a ESAL e criou as bases para ser elevada à categoria de Universidade. Porém,
mais vertiginosa, foi a sua contribuição dessa Instituição de Ensino ao
desenvolvimento da Educação Agrícola Superior em nosso país. Influenciou o MEC na
criação de políticas para esse setor e assim promoveu-se o grande desenvolvimento da ciência, da
pesquisa e da extensão rural, alçando nosso país ao topo da produção e
produtividade agrícola mundial.
9- A transformação em Universidade, a luta nos bastidores e uma
cafeteira no caminho
As inovações que o jovem Engenheiro
Agrônomo Benjamim Harris Hunnicut trouxe ao implantar a Escola Agrícola de
Lavras, fez toda a diferença na abordagem da ultra conservadora e tradicional
escravagista agricultura brasileira de então. O prof. Hunnicutt revolucionou as
práticas agrícolas na região e introduziu a grande novidade da época, a
Extensão Rural. Promoveu exposições agropecuárias , lançou o jornal O Agrário,
levando ao agricultor os ensinamentos das técnicas agrícolas, além de criar um
posto zootécnico para o melhoramento genético e introdução de novas raças de
rebanhos bovinos e suínos. Essa
inovações causaram grande interesse dos fazendeiros de então, pois nunca tinham
sido contatados, procurados em suas fazendas. A fama da Escola Agrícola de
Lavras percorreu o Brasil inteiro. Para cá acorriam estudantes de todas as
regiões do país, do norte, nordeste, centroeste e sudeste principalmente. Seus
formandos se espalharam e passaram a ocupar postos chaves no Ministério a
Agricultura e nas redes estaduais e municipais dos serviços então conhecidos
por Fomento Agrícola. A Esal sempre primou no trato e atenção a seus
estudantes. A tradição norteamericana foi trazida para cá, o incentivo aos
esportes, bolsas estudos, alojamento e alimentação, tudo enfim que pudesse
proporcionar um ambiente acolhedor, propício ao desenvolvimento acadêmico dos
estudantes. Inclui-se neste rol de acolhimento, as festividades anuais de
celebração da Semana da UFLA, quando se comemora, como hoje, o aniversário de
sua fundanção. Tradição secular, que todo aluno incorpora, admira e prestigia a
cada ano. Presenciei essas atividades acolhedoras aos estudantes, lá nos EUA,
na Michigan State University, onde trabalhei como coordenador geral do programa
do Ministério da Educação de treinamento de mais de duas centenas de
professores brasileiros em cursos de PhD
distribuídos por todo aquele país. Anualmente, na cerimônia do Commencement,
que marca o inicio do ano letivo, no
começo do verão, quando também a universidade gradua seus formandos (com
a presença dos novatos, para incentivá-los). Premiavam-se aqueles que se
destacaram na academia, nas artes, cultura e nos esportes. Cerimônia realizada
em estádio aberto, lotado, com shows de fanfarras e suas indefectíveis balizas
com lindas coreografias e torcidas organizadas, com desfiles de atletas,
premiações e lógico a cerimônia solene de graduação propriamente dita, com os
alunos orgulhosamente trajando suas becas. Um orgulho para a universidade e as
famílias. Não pude deixar de me emocionar ao lembrar-me das festividades da
Semana do Instituto Gammon, celebrada anualmente, no mês de agosto, onde havia o desfile de fanfarras com shows de balizas
fazendo malabarismos à frente, competições esportivas, entrega de medalhas. Sentia-me
em casa com aquelas cerimônias naquele distante país, onde residiam as raizes
da nossa velha ESAL/UFLA. A diferença que sentia ali, e dolorida, era a falta
do Hino Nacional e o hasteamento do auriverde pendão da esperança, acostumados
que estávamos em nossa Pátria. Foi ali, assistindo e me emocionando com
aquelas lindas cerimônias, que, mais uma
vez, entendi e compreendi o quanto Samuel Gammon amou a Terra Prometida de
Lavras, para onde levou, implantou e
cultuou essas tradições de acolhimento aos estudantes e demonstrações de
carinho e respeito às suas famílas. Acolher, reconhecer, valorizar, prestigiar
e premiar aqueles que se destacaram é uma forma de se cativar para sempre os
ex-alunos. O Instituto Gammon trouxe esse sadio costume para Lavras e a
cidade ganhou fama de ótimas escolas e acolhimento especial, fazendo marcante
diferença entre outras cidades universitárias .
Mas porque falar da tradição gammonense/esaliana
de acolhimento aos estudantes, neste tópico referente à transformação da ESAL
em Universidade? Simplesmente porque esse saudávle costume teve influência no
processo de transformação da Escola em universidade. Foi uma epopéia, iniciada
em 1960, quando Alysson Paolinelli, ao ser contratado como professor, ali mesmo no ato de sua formatura, em dezembro
de 1959, estabeleceu como meta a federalização da ESAL e a criação de bases para sua trenaformação em
universidade. A Escola foi federalizada em 23/12/1963 e transformada em
universidade pela Lei 8.956, de 15/12/1994. Nesta transformação em
Universidade, a história registra os protagonistas, com destaques para o
diretor Silas Costa Pereira que, à época
conduziu brilhantemente a questão junto ao MEC, onde nos encontrávamos
exercendo funções de Diretor de
Avaliação, Expansão e Regulação das Universidades Federais. Aquele ano de 1994
foi bastante tumultuado para a Educação Superior (novamente a turbulência na
Educação). O MEC decidiu fechar o Conselho Federal de Educação que , segundo o
ministério, “transformou-se num balcão de
negócios”. Assim, a Secretaria de Educação Supeior do MEC ficou encarregada de
administrar a “massa falida” de todos os processos que ali tramitavam. Não eram
poucos, passando pela autorização de cursos, reconhecimentos dos cursos de
graduação, sem o que as instituições de ensino não podiam expedir diplomas.
Como diretor de Avaliação, Expansão e Regulação das Universidades Federais, nos
transferimos para a sede do CFE e durante quase dois anos, gerenciamos as
centenas de processos pendentes, de todas as modalidades, das Engenharias à
Medicina, Direito, Letras, todas enfim. Comissões de Especialistas se reuniam
mensalmente e apreciavam os processos. Aprovados, eram encaminhados em seguida para
homoligação da SESU e do Gabinete do Ministro para consequente expedição dos
atos legais. Neste período o Ministro da Educação, Murilo Hingel, era o mesmo que
aprovou a transformação da ESAL em Universidade. Ainda que o CFE estivesse
funcionando e sob nossa direção, foi dispensada a tramitação do processo de
transformação da ESAL em Universidade naquele Conselho, pois seu plenário havia
sido destituído, conforme decreto do Presidente Itamar Franco. Esta situação perdurou
por longo tempo, pois o novo Conselho somente foi criado pela Lei 9.131, de 24
de novembro de 1995, com a nova
denominação de Conselho Nacional de Educação-CNE/MEC.
Foi nesse período de fechamento do CFE que lidamos, no MEC, com o processo
de transformação da ESAL em universidade. O processo tramitou pela Câmara dos
Deputados e guardava apreciação no Senado Federal. Constantemente eram
solicitadas ao MEC informações de toda ordem, do orçamento, cursos e programas
de ensino e pós-graduação, alunado e pesquisas. Caminhava lentamente, embora o
diretor Silas estivesse sempre atento. Um pouco antes, em junho de 1993,
acompanhamos o Ministro da Educação, Murilo Hingel em sua primeira viagem à
ESAL. Oriundo da Unversidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, queria conhecer o
compus da ESAL. Fomos recebidos pelo Diretor Silas Costa Pereira, no aeroporto
de Lavras, antigo campo de aviação, pois ainda
não existia o aeroporto da Baunilha, asfaltado. Presente também o
Secretário de Educação Superior – SESU/MEC, Rodolfo Pinto da Luz. Lá estavam,
também, a nos receber os Professores Canisio Ignácio Lunkes e a Professora
Marília Amaral Lunkes, dirigentes do Centro Universitário de Lavras -
UNILAVRAS. A visita tinha por objetico mostrar ao Ministro as condições da Escola
que pleiteava sua transformação em universidade.

Foto 01- Ministro
Murilo Hingel (semi-encoberto, recebendo cumprimentos) em sua primeira
visita à ESAL; Profª Marília Lunkes, ao lado. Reitor do
INCA, Canísio Lunkes (de costas); Diretor as Esal - Silas
Costa Pereira e à direita o Secretário Educação Superior/MEC- Rodolfo Pinto da
Luz.
Foto 2 – Sessão Solene de instalação da UFLA, dezembro de
1994- Lavras - O novo Reitor empossado, Silas Costa
Pereira, Ministro Murilo Hingel; Alysson
Paolinelli e Paulo Roberto da Silva,
diretor de Avaliação e Expansão das Universidades Federais/MEC. Fotos- arquivos UFLA
Foto 02- Senador Epitácio Cafeteira, em almoço de homenagem na cidade de Lavras,
em 2002. Ali buscou e
adotou o apelido “Cafeteira”, atribuído
a seu irmão pelos colegas estudantes. Nascido Epitácio Affonso Pereira, passou para a política com o nome de Epitácio Cafeteira, adotando definitivamente
o carinhoso apelido acadêmico de seu
irmão. Fotos: arquivos família Cafeteira
aprovado o “regime de
urgência” de votação para esse PL? Como se desenvolveriam as discussões diante
da tramitação paralela de outro projeto semelhante, o da Escola Paulista de
Medicina-E.P.M que havia caminhado junto ao da ESAL na Câmara dos Deputados? A
forte e grande bancada paulista, como reagiria ao pedido de urgência do colega
maranhense? E se pedissem vistas? Para
nossa surpresa, aprovou-se o pedido de regime de urgência para a apreciação do
PL relativo à ESAL. Não havia mais motivos para o temor de algo dar errado ou
tivesse a provação postergada. O PL 4772/94 foi aprovado e transformado em lei.
Nove dias depois foi promulgada pelo Presidente Itamar Franco e publicada no
Diário Oficial- DOU: Lei 8.956, de 15/12/1994.
Aquela
terça feira, ali no Plenário do Senado Federal, foi um dia de muita apreensão
mas logo compensada pela alegria e surpresas. Não imaginávamos tantas
manifestações elogiosas e favoráveis por parte dos Senhores Senadores. Eduardo
Suplicy, de São Paulo, defensor de outro peojeto de lei, o da transformação da
Escola Paulista de Medicina em Universidade, nas mesmas circunstâncias de
Lavras, foi um dos mais eloquentes na defesa da transformação da ESAL em
Universidade, demonstrando profundo conhecimento sobre o seu desempenho e valor
para o país. Outros se manifestaram igualmente e nenhuma objeção foi
apresentada por qualquer outro Senador. Encerrada a sessão, procuramos assessores parlamentares e com
eles conversamos sobre a grata surpresa de só ouvir elogios à ESAL, sem nenhuma
objeção sequer. Desses relatos o Senador Epitácio Cafeteira se sobressaiu na
campanha em prol de Lavras, ali no
Senado, em favor do PL de transformação da ESAL em Universidade. Ao tomar
conhecimento do projeto, o ilustre Senador tomou a frente junto ao relator e
fez o trabalho de convencimento a todos os demais pares. Presenciamos as
discussões no Senado Federal, desde a apresentação do relatório pelo relator
substituto até as intervenções de cada senador inscrito na Ordem do Dia e que,
efetivamente se manifestou em plenário. Eduardo Suplicy ao proferir seu voto,
teceu elogiosas considerações sobre a Escola e a tradição de Lavras na
educação. Além das declarações no ato de se votar, se inscreveram outros
senadores: Júnia Marise (MG), Ronan
Tito (MG), Jarbas Passarinho (PA), além de Epitácio Cafeteira, autor do pedido
de regime de urgência na votação. Este, falou com tanto entusiasmo e amor à
cidade de Lavras e à própria instituição ESAL, que mais parecia um mineiro do
que maranhense. Só faltou dizer que seu nome Cafeteira não era de batismo, mas adotado,
do apelido de seu amado irmão Chico Cafeteira, brotado dos corações de seus
colegas do Gammon e da ESAL , nos idos de 1940/44. Mais uma vez restou demonstrada que a
acolhida do Gammon e da ESAL fez diferença. O Senador Epitácio Cafeteira deu
mostras de sua gratidão ao carinho que a cidade havia devotado a seu irmão.
Aqui cabe,
portanto, uma pergunta, por que vinham alunos de tão distantes regiões do país
para estudar em Lavras? Eu mesmo tive
colegas do Rio, Espirito Santo, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e São Paulo. Pela
excelência de seu ensino, é a resposta! Encontramos evidências que justificam
essa boa fama. Primeiramente pela divulgação natural dos trabalhos dos dedicados missionários norte-americanos.
Em segundo lugar, o próprio Ministério da Agricultura a reconhecia como centro
de excelência no ensino, pesquisa e a inovadora extensão rural, trazida dos
Land Grant Colleges. Em 1926, Arthur Torres Filho, diretor do Fomento Agrícola,
do Ministério da Agricultura, escreveu e publicou no Rio de Janeiro o primeiro
livro sobre a formação de técnicos na área da agropecuária, “O Ensino Agrícola
no Brasil – seu estado atual e a necessidade de sua reforma” e nele defendia a
metodologia dos Land Grant Colleges que
vinha sendo praticada de forma pioneira na Escola de Lavras, desde sua
fundação, cerca de 18 anos antes da publicação do citado livro. Assim a
reputação da ESAL, na primeira metade do século 20, já era bastante difundida,
atraindo estudantes de todas as regiões, especialmente do nordeste e centro-oeste
do país. Bem mais tarde, já nos
anos 60, entrou em ação outro líder de grande empatia e que fez o Brasil
inteiro conhecer a Escola de Lavras, Alysson Paolinelli. Paralelamente, corria
a fama de ótima acolhida em Lavras. O espírito gammonense, aquele jeito
especial de bem acolher os alunos,
trazido da cultura norte-americana, produziu frutos. Com tantos elogios e
demonstrações de carinho à cidade e sua gente, ali naquela sessão plenária do
Senado Federal, pudemos imaginar quanta história ali estava presente. Ninguém
da comunidade lavrense e nem mesmo os colegas estudantes de agronomia do
período de 1941 a 1944 imaginaram que aquele apelido “cafeteira”, atribuído ao
acadêmico Chico Affonso, pudesse um dia ser lembrado com tanto carinho por
alguém que adotou aquela mesma alcunha e se lembrou de retribuir o amor à
Escola, à cidade que um dia acolheu seu irmão.
A cafeteira
usada a tiracolo naquela Escola dos anos 40, trouxe, portanto, muitas consequências.
Primeiramente o carinhoso apelido dado a seu portador e depois a mesma alcunha
adotada por seu irmão, político influente que, em impressionante gesto de amor,
retribuiu, 54 anos depois daquele batismo do jovem estudante, forasteiro em
Lavras, com o ato de aprovação da Universidade daquela cidade que tão bem
acolhera seu saudoso irmão. Nossas homenagens aos irmãos Cafeteira, Chico, o
ex-aluno do Gammon e da Escola Superior de Agricultura de Lavras e Epitácio, o
senador que acelerou os trâmites e ajudou a aprovar a lei que criou a Universidade
Federal de Lavras. Ambos os irmãos, da distante terra de São Luiz do Maranhão,
contribuíram de forma amorosa e efetiva para o desenvolvimento da Terra dos
Ipês e das Escolas. A cidade precisa lembrá-los, como benfeitores que nela semearam
o amor. Agora, melhor dizendo e corrigindo o subtítulo deste capítulo, havia não apenas uma, mas duas “cafeteiras”
nessa história de bastidores da mais importante instituição da cidade. Samuel Gammon, foi a pessoa mais importante
que passou em Lavras. Não à toa, chamou-a de “A minha Terra Prometida pelo
Senhor” e ali jurou viver todos os dias de sua vida, acolhendo a todos que
buscavam o saber. Esse costume da acolhida prevaleceu até mesmo naqueles que
nem lá estudaram ou viveram, mas tiveram familiares ali acolhidos com amor. Uma
cafeteira foi lembrada, mais de cinquenta anos depois e serviu de motivo para
retribuir o amor recebido.
10- Conclusão
Esperamos
que essa longa narrativa dos bastidores da história antiga da Universidade
Federal de Lavras tenha servido para a compreensão de seus valores. Cento e
dezesseis anos são decorridos desde a sua fundação em 1908. Esse patrimônio
técnico, científico e cultural aqui representado pelo lindo Campus e
principalmente pelos seus docentes, alunos e colaboradores, tem um valor
inestimável e é respeitado no país inteiro e no mundo. Os rankings oficiais aí
estão a comprovar a sua qualidade. A criação da Pós-graduação stricto sensu foi
consequência natural do esforço de todos. Sinto-me imensamente honrado por ter
tido a felicidade de ter sido aquele a quem a comunidade confiou a tarefa de aqui criar e implantar,
mesmo com todas as dificuldades da época, lá se vão 50 anos, os primeiros
cursos de mestrado nesta Universidade. Agora, graças aos esforços de todos que
contribuíram para esse objetivo e em especial aos atuais gestores, professores,
alunos e colaboradores que aqui estão desempenhando esse papel, a nossa
Universidade se destaca no cenário nacional e internacional pela essência de
sua qualidade, comprovada por avaliações oficiais.
A
História da ESAL/UFLA é longa e maravilhosa, nasceu do amor na causa
missionária dedicada à Glória de Deus e ao Progresso Humano. Muito há ainda que
se escrever, falar e exaltar sobre s
saga dessas notáveis figuras que atuaram e se dedicaram com afinco na missão de
se criar as bases para que a Escola fosse transformada em Universidade. Deixo
aqui o meu apelo para que o reitor Scolfaro apoie a publicação de livro que
estamos terminando de escrever, onde abordamos como testemunha ocular e simples
coadjuvante, todo esse período que antecedeu ao ato de transformação da ESAL em
Universidade Federal de Lavras. O título escolhido para essa obra será: ESAL/UFLA - 1960/90: da
crise ao renascimento e transformação em Universidade
Finalmente, nossos parabéns ao
mestrando da milésima tese, Venicius Urbano Vilela, defendida recentemente e
hoje aqui presente para receber as honrarias. Parabéns ao seu orientador, prof.
Dr. Everson Reis Carvalho. A Pós Graduação na UFLA continua rendendo bons
resultados para o desenvolvimento agrícola de nosso país. Parabéns!
Nossa homenagem póstuma ao Prof.
Márcio Bastos Gomide, um dos signatários daquela afetuosa carta de despedida
que recebemos em agosto de 1975, quando ele iniciava, como um dos pioneiros o
curso de mestrado de Fitotecnia. Homenagem esta que prestamos pela 1ª tese de
mestrado por ele defendida na ESAL/UFLA
em 18/11/1976. Nosso abraço de gratidão e reconhecimento pelo seu
trabalho, que dirigimos a seu filho, Prof. Dr. Lucas Rezende Gomide, aqui
representando a família.
Parabéns ao doutorando
Antônio Alves Soares, pela primeira tese
de doutorado, defendida em 15/0281993 e
a seu orientador, Dr Magno Antônio Patto
Ramalho.
Parabéns à autora da 600ª tese
de doutorado, Silvana Ramlow Otto Teixeira da Luz e seu orientador,
pesquisador, Dr. Gladystone Rodrigues Carvalho.
Parabéns ao Prof Adriano
Bruzzi, Pro-reitor de Pós Gaduação, que nos sucede 50 anos depois e que tem
honrado nossa conceituada instituição perante o mundo acadêmico e de pesquisa do
Brasil e no exterior. Sucesso!
Parabéns a todos os alunos, professores, orientadores
de teses, colaboradores e dirigentes que fazem desta Universidade o orgulho de todos nós e da nação brasileira,
onde desponta como uma das melhores, segundo avaliações do MEC.
Orgulho de ser UFLA! Conhecer a história é valorizar o
presente para olharmos o futuro com otimismo e confiança. Façam diferença na
vida... dediquem-se
com amor ao trabalho! Somente isso
importa ao final da vida. O amor é o maior tesouro que temos e o melhor legado
que podemos deixar e levar dessa vida. Aqui vivi os melhores dias de minha vida,
sempre pautado nos ensinamentos dos mestres desta Casa. Sou grato, por estar
aqui hoje, dirigindo-lhes essas palavras. Permitam-me, ao final dessa longa
narrativa, dizer-lhes que discordo daquele conselho de um filósofo:
“Nunca volte ao
lugar onde você viveu e foi feliz, pois o que você procura não está
mais lá..., o tempo”.
Ora, o tempo passado aqui está presente! Eu o trouxe
junto comigo, ao relembrar tudo o que aqui passamos, fizemos, planejamos e
plantamos juntamente com os antigos colegas, alguns dos quais aqui presentes e
já citados. Estamos colhendo o produto dessa seara que plantamos. O Tempo está
aqui, o tempo presente com suas presenças que acreditaram no passado laborioso
e agora continuam essa obra. Esse tempo
não foge, contrariando uma vez mais outro ditado, tempus fugit. Mas a
Saudade é cruel, dizem outros. Não é, não! A Saudade é o amor que fica. E
por isso é boa para a alma. Todos nós que aqui estamos hoje, viemos expressar o
nosso amor, o amor que ficou durante a vida inteira na construção dessa grandiosa
obra, que se chama UFLA. É o amor que está presente, de todos, aqui e agora, em
momento de sublime alegria das famílias e de cada um de nós que estamos
contribuindo para a Glória de Deus e o Progresso Humano, como bem expressou e
testemunhou o fundador dessa grande obra, Samuel Gammon.
Amém! Glorioso e venturoso futuro para todos
vocês. Amém e amém...!
Muito feliz por estar aqui e
presenciar o amor, a dedicação de todos nessa grande obra. “Curti” muito o
trabalho que aqui desenvolvi. Foi um trabalho que produziu frutos. E tenho
colhido muitos deles ao longo desses anos, onde quer que tenha estado, ou
esteja, como aqui, hoje. Volto para minha casa com a alma confortada, rejuvenescida. Eterna gratidão!
Obrigado, ESAL/UFLA! Sucesso sempre, pois este
Estabelecimento aqui foi plantado sob o lema do grande missionário, Samuel
Gammon: Dedicado à Gloria de Deus e ao Progresso Humano. E tem sido assim!
Brasília/Lavras, 05 de
setembro de 2024 - 116º aniversário de
fundação da UFLA
Prof. Paulo Roberto da Silva
paulosilvadf@gmail.com
whats...
61-98122 1523
Fotos históricas:
Novo campus - década de 1970
Predio Alvaro Botelho - atual Museu Bi-Moreira
Vista parcial Campus UFLA - anos 2020
Com Alysson Paolinelli e prof Carlos Eduardo
Volpato - Cinquentenário do Depto de
Engenharia/;UFLA - 2015
Dan GaGmmon, neto de samuel Gammon e esposa
Sandy, solenidade de 150 anos do IPG
Posse Reitor J R Scolforo - 2012 MEC- Brasília
Posse Reitor J R Scolforo - 2016
Convite a todos Engenheiros para esta palestra sobre
Engenharia de Segurança do Trabalho
e...também para 79º Semana Oficial da Engenharia e Agronomia
com nossa palestra sobre a Formação em Georreferenciamento e Drones
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